quarta-feira, 29 de setembro de 2010

POESIA: DESDE ESE MUELLE , VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)



Foto: "Circo": Óleo s/tela, Vanda Lúcia da Costa Salles



DESDE ESE MUELLE





VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES



Al embellecer con tu encanto
el dolor de mi vida halla consuelo
Beber de tus besos cuando desmaya
el sol de enero en nuestra casa
y la bruma adorna con su manto el ciprés,
acacias, begonias, dalias,
y uvas, cerezas, zarzamoras,
crean dulce espectáculos en mi espíritu
Miro la vida
( detalle de nos dos)
más allá,
donde gorjean aves
en el muelle claroscuro
de tus ojos de felino erudito.

sábado, 25 de setembro de 2010

HOMENAGEM: ARICY CURVELLO (BRASIL)*



Foto: pintura de Cézzane


CÉZANNE

Jamais quis pintar
como um animal


porém
na dimensão que nós dá as coisas
repletas de reservas, inesgotáveis:
a do mundo em sua espessura
(não as só palavras em discurso).


massa sem lacuna:
um organ ismo de cores
a vibração das aparências não é o berço das coisas;
Escrevia como pintor
o que não havia sido pintado ainda.


( a criação do que existe é uma tarefa infinita.)



CÉZANNE

jamás quise pintar
como un animal

sin embargo
en la dimensión que nos dan las cosas
repletas de reservas, inagotables:
la del mundo en su espesura
(no sólo las palabras del discurso).


Masa sin laguna:
un organismo de colores.
La vibración de las apariencias no es el principio de las cosas:
Escribía como pintor
lo que no había sido pintado aun.

( La creación de lo que existe es una tarea infinita.)





Do Livro POESÍA EN TRÁNSITO/ARGENTINA-BRASIL (2009), pp. 26-7.



* ARICY CURVELLO: Nasceu em Uberlândia (MG), em 1945. Estudou Direito e sob a ditadura militar sofreu prisões e perseguições. Andou pelo mundo e agora reside no litoral do Espírito Santo. Correspondente no Brasil da revista literária portuguesa Anto (1997-2001), e sócio da União Brasileira de Escritores (São Paulo), da Casa do Escritor (São Roque-SP) e do Instituto Histórico e Geográfico de Espírito Santo.Participou em setembro de 2008, como poeta convidado, da I Bienal Internacional de Poesia de Brasília. Entre seus livros de poesia contam-se : Os dias selvagens te ensinam(1979); vida fu(n)dida (1982); Mais que os nomes do nada (1996); O acampamento (1996, já em onze edições, traduzido e publicado em espanhol, francês e italiano0 e 50 Poemas Escolhidos pelo Autor (2007). Integra importantes antologias, como a Poesia Mineira no Século XX e está incluído em outras do estrangeiro. Tradutor e ensaísta, seu livro Uilcon Pereira: no coração dos boatos (2000) recebeu o Prêmio Joaquim Norberto.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

HOMENAGEM: SOLVEIG , DE HILDA MARIA INTERIANO CUEVA DE PAYÉS (HONDURAS)*



Foto: Bandeira de Honduras




Foto: HILDA MARIA INTERIANO CUEVA DE PAYÉS (HONDURAS)



SOLVEIG



A SOLVEIG IVARSSON GREEN




SOLVEIG, una señora primorosa,

Bella como su “Sol de Medianoche”,

Lleva en su sonrisa candorosa

La alegría de la cual hace derroche.





Corazón de mil islas transparenta

El cristal de sus “fiords” inigualables.

El carisma de sus dones se aumenta

Con virtudes y modales siempre afables.




La conocí un día claro de verano

Cuando en busca de sol llegó a estos lares,

Creció nuestra amistad, como la de un hermano

Que pone luces ante sus altares.




Ahora, ella esté lejos de esta tierra,

Cultivando el rododendro en sus jardines,

Frente al lago azul, frente a la sierra

Y regalando al viento sus jazmines.



SOLVEIG



À SOLVEIG IVARSSON GREEN




SOLVEIG, uma senhora primorosa,

Bonita como seu "Sol de Meia-noite",

Leva no sorriso inocente

A alegria de quem transborda.





Coração de mil ilhas transparentes

O cristal s de "fiordes" inigualáveis.

O carisma dos seus dons se aumentam

Com virtudes e modos sempre afáveis.




Eu a conheci um dia claro de verão

Quando à procura de sol chegou a estes lares,

Cresceu nossa amizade, como a de um irmão

Que põe luzes diante dos altares




Agora, ela está longe desta terra,

Cultivando o rododentro em seus jardins,

Em frente ao lago azul, em frente à montanha,

E presenteando ao vento os seus jasmins






Poema: SOLVEIG


Autora: Hilda Interiano de Payes/ Marina de la Cueva - Honduras

Tradução em português: Vanda Lúcia da Costa Salles ( Brasil)



*HILDA MARIA INTERIANO CUEVA DE PAYÉS: Lugar y Fecha nacimiento: Ruinas de Copán, Honduras, 26 Septiembre, 1929. Es Hija Predilecta de Copán -: Desde la edad de doce años se trasladó con su familia a El Salvador. Comenzó a escribir poemas siendo niña y aunque tuvo un largo período de silencio, desde 1983 tomó nuevos bríos u ha sido constante en escribir sus poemas, sencillos, francos e inspiradores. Hasta la fecha, editados los siguientes poemarios: “ En Las Aristas del Cristal” 1989, patrocinado por Banco Salvadoreño. “Gritos del Alma” 1992. “ Luces en el Agua” 1993. “ Más allá Del Dolor – Más allá Del Amor” 1994, “Eterna Fortaleza” 1995, “Distancia en el Tiempo” 1997, “ Espera Silenciosa” 1998, “En Espejo de los Sueños” 2000, “Soy Gaviota”, lista para editar por el Banco Salvador, “ En El Silenco De La Noche” 2007, participa en numerosas Antologías, escribe sobre Turismo Rural en la Revista COMERCIO E INDUSTRIA, de la Cámara de Comercio e Industria de El Salvador, como miembro del Comité de Turismo. Es Conferencista y sostiene entre sus actividades lazos de PAZ. Participa además en forma comprometida de múltiples movimientos socio culturales a nivel internacional.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

HOMENAGEM: MARTINHO DA VILA - "Canta Canta Minha Gente"




Foto: livro ÓPERA NEGRA, de Martinho da Vila (Brasil)

http://www.martinhodavila.com.br/literatura.htm







SÓ PARA ELE


Vanda Lúcia da Costa Salles (Brasil)


Ele caminha como um unicórnio, dourado em luz
como sua Ópera Negra,
fulgurante feito
uma estrela avassaladora que rege
o infinito... No caminho da gente.


E essa gente toda o ama,
em seu dengo,
feitiço
de Vila, Martinho
um doce preferido do Samba, em nós...


Quando o vento respira seu hálito forte
e teima aplacar o estio,
uma figura altaneira, de branco e chapeu
impina uma capoeira, e lança
sua dança bem brasileira, aos pés
da Senhorinha que aplaude
formosa
o lance
e depois se derrama em acenos
querendo
um sorriso pleno.



Seus livros... Na negritude que exala,
respeito literário, vontade
e determinação,
profundamente humano do Outro... Um ai, que sim!
Ele caminha como um unicórnio dourado em luz, e
ama e ama e ama e ama, com todo afã
de Angola e com todo o seu encanto ébano
esse carmim
que
enebria
Um Ser Afim...

terça-feira, 21 de setembro de 2010

POESIA: INFINITA TERNURA, DE VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)


INFINITA TERNURA

Vanda Lúcia da Costa Salles (Brasil)



É noite... Converso com estrelas... E essa loucura transborda uma infinita ternura!
O mar agitado, independe desse fulgor e furioso lança
suas ondas na areia a fim
de molhar os meus pés e apagar as minhas pegadas ou,
talvez, atiçar os
pássaros canoros
e os últimos pirilampos que sobrevoam alvoroçados...Um galho caído parece uma escultura de Augier...Impressionante imagem!



Em meu imaginário... Sorrio a todos os amigos e amigas, e
gostaria que agora,
nesse exato instante,
aqui estivessem comigo e mirassem essa soberba paisagem.
E eu agradeceria, a todos ele,
por existirem e estarem afim,
comigo em poesia constante... Eu amo os meus amigos e amigos
que são em mim,
a dádiva de Deus-menino... O mesmo que Pessoa eternizou!
Ah! Como sou feliz, imensamente feliz, um caso perdido em Sonhos!


Nas horas em que leio Prévert, Lispector ou Catalán...
Em que vejo Narciso Adormecido e prendo
nas unhas um quê de mistério
Em Machado me quedo,
Ou gargalho bebericando um vinho,
nem sempre tinto,
mas deleito-me ao som de Lenine... E as rimas internas de Geraldo Carneiro...
Sem tédio,
aproprio-me do espaço e lanço nas águas
meu grito,
meu sorriso,
meu canto,
meu pranto,
e todo esse espanto
causado pelo ladrão de arma em punho que tenta
roubar-me a noite,
a saudade,
o clima,
a rima,
a entonação... E o livro que trago nas mãos... Escorrega e cai....


Será possível... Entendermos a razão?


A Vera que também é Nely, envia-me mais um
PPS e pasmem!
Encanto do verbo... Preservo esse sentir: a vida me contagia de uma infinita ternura,
aprumo no bico da pena
que move a escrita holística, o zelo/desvelo de mãe.
A minha se foi, a tua também,
e talvez,
a de muitos... Não choro mais!


Renata chegou e os meninos arruaçam as tintas, a tela, derrubando os tubos.
Numa bruta alegria de descoberta de não sei o quê,
desnudam os potes,
os godês,
o lote,
meu mote,
e até apertam-me o culote,
com toda a confiança de quem sabe que a vida
está para rima... E Miguel me espanta ao dizer:
- Aonde você estava, eu procurei tanto por você! Eu não te encontrava, a casa
parecia deserta,
ausente de ti!



Meu Vinicius de Moraes, pensei emocionada.
Às vezes,
vale tanto saber que se é tempo!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

HOMENAGEM: MARILDA CONFORTIN (BRASIL)*




Foto: Bandeira do Brasil




Foto: Marilda Confortin




ACHADOS E PERDIDOS


Perdi minha sacola de pano
do terceiro ano de escola.
Nela estavam meus planos,
valores, ideias e amores.
Eu nem sabia que o conteúdo
da sacola seria tão importante
para a minha vida, meu futuro.
Eu nem sabia que carregava um tesouro.

Tinha um caderno de desenho
onde rabisquei um dia
uma estrada que nascia do nada,
e terminava dentro da minha casa.

Um anel de noivado
preso a uma bala
que ganhei
do primeiro namorado,
uma listinha de pecados
e um agnus day.

Uma borracha macia,
que apagava erros,
uma bolacha Maria,
uma nota de um cruzeiro.

Uma régua, um apontador,
um compasso, um penal,
uma declaração de amor
e a letra do Hino Nacional.



POETRIX

NATUREZA MORTA

No oco do tronco decepado
uma arara ferida
choca um machado.



A ROSA DE HIROSHIMA NÃO ERA FLOR QUE SE CHEIRE


Disfarçava-se de litlle boy

Vestia ultra-violeta

E queria acabar com o planeta






UM ACORDO COM A POESIA

Façamos um trato:
chegta de maustratos.
Estamos sempre por um triz
e nunca gozamos
Libertemo-nos, pois.

Eu escolho o lugar
e tu o clima.
Entro com o vinho
Tu, a rima.

Tanto faz:
Na tua casa
Ou na minha.

Sejamos voyeur un do outro.

Tu escolhes minhas companhias
Eu as tuas.
Entras com a lua
Eu te faço festa.
Espiaremo-nos pelas frestas.

Seremos complacentes
com crianças e adolescentes,
mas exigiremos o máximo
dos boêmios e dos clássicos.

Então tá, minha musa:
Eu te uso, tu me usas.
Estamos livres
pra (na)morar outros livros
e desaguar em qualquer mar.




*MARILDA CONFORTIN: Poeta e cronista, ex-analista de sistemas, ex- funcionária pública municipal que atingiu a jubilação.Nasceu na área rural de Chapecó, Santa Catarina-Brasil, em 1956. Alguns livros publicados, várias antologias e participação em festivais internacionais de poesia.



Trabalhos literários:

- Pedradas – crônicas

- Triz – poesias (português e espanhol)

- Gota a gota – poesias (português e espanhol)

- Bem me quer Mal me quer – livro de poemas soltos (português e espanhol)– distribuição gratuita

- Lua caolha – poetrix

- Largo Esquerdo da Ordem – poema em Cartão Postal de Curitiba – distribuição gratuita

- Mulher – ensaio publicado em papel jornal pela Biblioteca Publica Paranaense para distribuição gratuita no PR

- Portas entre-abertas – peça teatral em parceria com Helena Sut.

sábado, 18 de setembro de 2010

HOMENAGEM: NOÉ LIMA - EL SALVADOR*



Foto: Bandeira de El Salvador




Foto: Pintura- Noé Lima- El Salvador (óleo y tinta sobre cartón/ http://pinturasnoelima.blogspot.com/
portada de poemario grupo literario tecpán
fecha de realización junio de 2001 )


LA OTRA MITAD DEL SILENCIO


Dedicado a Alma Fernández Tercero



Eres la partida estrofa sepultando mis ritos
la nota musical despuntando las matinales elegías
el acto del grabado dictándole el fuego a las horas
eres el insomnio escurridizo de estrellas ausentes
en el telar en fuga constante al caer la noche
corriéndose como selva cuando duerme mi alma


de bengalas son los dedos de mi mitad alborotada
de ese hilo conductor de calor en mis días nevados
días necios
furtivos cuando cantas a solas mis letras de bronce
¿soy tu sol manco ?
no te ilumino con la entera levedad de mi sangre diurna
de trazo difuminado por esos girasoles en botón
de tus yemas de encendido coraje


tibia es mi alma de discurso hecho astro cada vez que me visita
ilumina mi torrente de cárcel vendada
ese espacio reducido donde sabes deletreas mi rojizo latido
eres la mitad del verso
el mundo de las velas silenciadas por tu boca
el desterrado mundo de mi vena mas angosta
de crepitante latido angustiado por besar tus labios azules



Se detienen los cuerpos mudos

los sangrantes zarpazos
los tibios manantiales
los enjambres de fuego las palabras vacías
solamente tú haces que la vida siga el curso de los ríos la mágica congoja de las horas
ellas suspiran
mutan en tu cintura de torrente
de agua viva

las alborotadas manifestaciones de la primavera liquida
las versificaciones de tus latidos
se escriben silenciosamente

te escapas haciéndote
nube poro forrado con la carne volante
esa tibia caricia que atraviesa tu ventana
te veré a los ojos mutilando al viento
cuando roes mi soledad alma mía

te veré a los ojos, te diré que la luna no es redonda, tiene el tamaño de tus pupilas, el tamaño de tu latido, te veré sin duda desnudando la luz que en ellos descansa, al abrirlos iluminarás mi mundo nuevamente
te veré lumínica
haciendo rizos al aire
dándole agua a los mares con tu boca
para calmar mi sed de arena
mi nostálgica melena de estrellas
el perfumado horizonte
donde se agitan los abismos
la piel de los delfines
el onanismo de los segundos por esperarte
te veré a los ojos diciéndome te amo
con el censurado verso de los eclipses
y la gastada hojarasca que se desprende de los relojes
te veré haciendo malabares con tus pupilas de espina
navegándome el cercado pasto de mi espalda
dibujando sombras eléctricas en la oscuridad
liquida y menguante de tu vientre sagrado
te veré
te veré sin duda nuevamente cuando enciendas la luz del mundo
al escribirme con la poesía de tus pupilas


“¡Ya despiértate nena!
sube al rayo al fin
¡Ya despiértate rayo!
sube a la nena
y asi verás
lo bueno y dulce que es amar”
Luis Alberto Spinetta


mi mundo de encino
vierte mi cuerpo olvidadizo de tu aroma
se hace sombra acróbata
elixir de tu sangre

mi mundo se hace nudo en la garganta pronunciando tu nombre
convierte la fragancia del cielo en orquesta adherida a tu piel
de rayo para que te llenes de luz al visitarme con el beso
con el susurro de la hoja en blanco
esa que dice que los sueños son pequeños cristales
rotos y efímeros solsticios que en tu pelo cuelgan
esa hoja escribe sola las manías de tus manos
que no se presentan ahora cuando las pienso
se transforman en solitario eco del tiempo

mi mundo de encino amor mío
se hace pedazos cada día sin tu silueta de arena
sin ese porción de nube como ojiva dilatada
esa empapada caricia de lluvia que me pierde en tu mundo
este orbe se postra como abanico olvidado por el viento
se incrusta en cada vena de arcilla que besas sin cesar
esa es la tierra sacudiendo mis raíces

mi mundo de encino es blanco como mancha de tinta
escrita a lo largo de tus arterias en el extenso viaje de nuestras almas
donde escucho los cantos de pájaros de esponja
en ese recorrido que hice una vez por tu cuerpo
de nimbo terreo
de relámpago haciéndole eclipses a mis manos de tortuga
ellas no te siguen te aman en cada gesto que realizas en el aire
ellas no se aventuran te bordan peces de fuego en cada dedo de tus pies
quizás sea mi boca de lago nocturno la que los besa
quizás sea mi corazón sísmico el que los siente en la alta hora de la noche
mi mundo se hace humo
esta noche sin duda dormiré atado a tu alma-

NOÉ LIMA, EL SALVADOR, 1971



NOÉ LIMA:
Nació en Ahuachapán, noviembre 21 de 1971. Escritor y pintor. Noé Lima fue miembro fundador y director del grupo literario TECPAN (Universidad Doctor José Matías Delgado), y desde 1994 participa en diversos recitales dentro y fuera del país. Ha participado en más de una docena de exposiciones colectivas en el área de las artes plásticas. Colaboró en la antología del grupo literario con el trabajo “Lugar donde duerme la campana del amor”. Ha publicado en diversos suplementos culturales, fue coordinador del suplemento cultural ALTAZOR del diario El Mundo. Finalmente, también, ha publicado su primer libro “Efecto Residual” (Ediciones Mundo Bizarro, Guatemala 2004) y tiene en preparación una segunda obra: “Morbo”. Actualmente es miembro del del Taller de Poesía del Parque .