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quinta-feira, 7 de julho de 2011

VÍDEO: SONETO DO PROFUNDO AMOR- Vanda Salles Y Silvia Catalán






* Este poema está na voz da poeta Vanda Lúcia da Costa Salles, e é de sua autoria. Foi postado no youtube por Silvia Aida Catalán, poeta argentina que o preparou quando do Intercâmbio T.A.A.R. (Argentina/Brasil)

sexta-feira, 29 de abril de 2011

ATENÇÃO: GALIZA CO GALEGO ACTO PÚBLICO A PROL DA EDUCACIÓN EN GALEGO O VERNES 29 DE ABRIL NA CASA GALEGA DA CULTURA EN VIGO (ESPANHA)





Foto: Bandeira da Espanha





Foto: Bandeira de Vigo (Espanha)



Foto: Escudo de Vigo (Espanha)




Foto: Praça de Vigo (Espanha)







GALIZA CO GALEGO ACTO PÚBLICO A PROL DA EDUCACIÓN EN GALEGO O VERNES 29 DE ABRIL NA CASA GALEGA DA CULTURA EN VIGO




A Comisión Promotora Galiza co Galego, en colaboración coa plataforma Prolingua, invítao a participar no acto público a prol da educación en galego que terá lugar o venres 29 de abril, en horario de 20:00 a 21:30 horas, na Casa Galega da Cultura situada na Praza da Princesa do Concello de Vigo.

Programa:

Presentación a cargo de dona Iolanda Veloso Ríos, concelleira da Área de Xuventude, Igualdade e Normalización Lingüística do Concello de Vigo.

Relatorios:

“Razóns para educar en Galego”.
Relatorio a cargo de D. Manuel Bragado Rodríguez, licenciado en Ciencias da Educación, mestre de educación infantil e primaria, ex presidente da asociación pedagóxica Nova Escola Galega e director xeral de Edicións Xerais de Galicia.

“Linguas minorizadas europeas en proceso de normalización”.
Relatorio a cargo de D. Xosé-Henrique Costas González, lingüista, director de Normalización Lingüística e vicerreitor de Extensión Universitaria da Universidade de Vigo.

“Construíndo futuro; escolas en galego”.
Relatorio a cargo da Comisión Galiza co Galego, con información sobre o traballo desenvolvido cara a facer efectivo o noso dereito á educación en galego.

Grazas ao apoio das/os nosas/os socias/os e dos preto de 3.000 compromisos acadados do movemento popular de Galiza co Galego, podemos realizar actos divulgativos como este.

Agradeceriamos a súa asistencia a este acto, así como a divulgación deste comunicado.


O presidente.
Francisco X. López (de Limiar)

Mais información en:

http://limiargalego.blogspot.com/
Apoio económico, participación e afiliación en:
http://limiargalego.blogspot.com/p/afiliacion-cgg.html
Contactos: comisiongalizacogalego@gmail.com Telf: 629891145

Situación do lugar do acto: Casa Galega da Cultura
Enderezo: Praza da Princesa, 2, 36202 Vigo
Coordenadas de localización conforme Google Earth:
42º 14' 18.68” N / 8º 43' 32.21” O




*VIGO:

Vigo - está situado em um paraíso natural. Localizado na foz do rio que dá o seu nome e está rodeado por belíssimas praias. É a maior cidade da Galiza, com uma população de aproximadamente 300.000. A oferta da cidade é muito ampla: desportos aquáticos, shows de rock, o mercado de Peter, as Ilhas Ciés ... Em geral, devido à sua localização e tamanho, Vigo é uma cidade muito atraente como destino turístico.

Tem uma longa história. Desde as suas origens celtas e assentamento romano até ao objecto militar para os gostos de Francis Drake, Napoleão e impérios como o turco.

Hoje é uma cidade próspera, fortemente industrial, com actividades tão importantes como a pesca, na zona franca, a indústria automóvel, a pedra e a construção naval.

Como paraíso natural é inevitável visitar as Ilhas Ciés, pertencente ao Parque Nacional das Ilhas Atlânticas, a praia de Samil ou na baía de San Simón. Na cidade pode passear pela cidade velha, visitar o mercado de A Pedra e a Catedral de Santa Maria. O Museu de Arte Contemporânea, Marco, e o Museu do Mar de Galicia. O Monte de O Castro se encontra no centro da cidade e da Porta do Sol, Ponte de Rande, que cruza o rio de um lado para o outro, é um emblema da cidade e oferece uma vista maravilhosa.

terça-feira, 19 de abril de 2011

HOMENAGEM: EU ACUSO - IGOR PANTUZZA WILDMANN (BRASIL)*



Foto: Bandeira do Brasil





Foto: Professor Kássio Vinícius Castro Gomes (O crime ocorreu em Belo Horizonte em 8/12/2010,morto a facadas dentro do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix, no Bairro de Lourdes, na Região Centro-Sul de BH),conforme se pode verificar no noticiário da imprensa mineira e paulista.




J’ACUSE !!!

(Eu acuso !)



(Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes)



« Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice. (Émile Zola)

Meu dever é falar, não quero ser cúmplice. (...) (Émile Zola)





Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado “dano moral” do estudante foi ter que... estudar!).

A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro.



O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares.



Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de convivência supostamente democrática.



No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que “era proibido proibir”. Depois, a geração do “não bate, que traumatiza”. A coisa continuou: “Não reprove, que atrapalha”. Não dê provas difíceis, pois “temos que respeitar o perfil dos nossos alunos”. Aliás, “prova não prova nada”. Deixe o aluno “construir seu conhecimento.” Não vamos avaliar o aluno. Pensando bem, “é o aluno que vai avaliar o professor”. Afinal de contas, ele está pagando...



E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de “novo paradigma” (Irc!), prosseguiu a todo vapor, em vários setores: “o bandido é vítima da sociedade”, “temos que mudar ‘tudo isso que está aí’; “mais importante que ter conhecimento é ser ‘crítico’.”



Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno – cliente...



Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que “o mundo lhes deve algo”.

Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar.



Ao assassino, corretamente , deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público. A acusação penal ao autor do homicídio covarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca:



EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;



EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a “revolta dos oprimidos”e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;



EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;



EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranqüilas, provas de mentirinha, para “adequar a avaliação ao perfil dos alunos”;



EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, freqüentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;



EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;



EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual, finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;



EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu “tantos por cento”;



EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno “terá direito” de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;



EU ACUSO os que agora falam em promover um “novo paradigma”, uma “ nova cultura de paz”, pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da “vergonha na cara”, do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;



EU ACUSO os “cabeça – boa” que acham e ensinam que disciplina é “careta”, que respeito às normas é coisa de velho decrépito;



EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;



EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de colar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida punição;



EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores sejam “promoters” de seus cursos;



EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores;



Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos -clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia.



Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de “o outro”.



A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: “Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema. Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima. O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora, fisicamente, eu cresci. Portanto, você pode ser o próximo.”



Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer lugar, dentro ou fora das escolas. A facada ignóbil no professor Kássio dói no peito de todos nós. Que a sua morte não seja em vão. É hora de repensarmos a educação brasileira e abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor “nova cultura de paz” que podemos adotar nas escolas e universidades é fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade.





*IGOR PANTUZZA WILDMANN

Advogado – Doutor em Direito. Professor universitário.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

HOMENAGEM: AMIGOS - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)




Foto: Hayter






AMIGOS



VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)



Dei cordas ao meu coração
e ele retribuiu-me com ardor
Enlaçou-vos nessas fibras delicadas,
que a amizade floriu
( como só ela sabe ),
dessa maneira singular,
entre prosa & poesia,
para despertar através de nossas bocas
um dos enigmas da vida.


E é sempre a utopia a aliviar as cicatrizes!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

HOMENAGEM: A MALDIÇÃO DO PROFESSOR - SILAS CORREA LEITE (BRASIL)



Foto: Bandeira do Brasil



Foto: Silas Correa Leite (Brasil)




A MALDIÇÃO DO PROFESSOR


SILAS CORREA LEITE (BRASIL)




Conta a lenda que, quando Deus libe­rou o conhe­ci­mento sobre como ensi­nar os homens, deter­mi­nou que aquele “saber” fica­ria res­trito a um grupo muito sele­ci­o­nado de sábios. Mas, neste pequeno grupo, onde todos se acha­vam “semideuses”, alguém traiu as deter­mi­na­ções divinas…Aí acon­te­ceu o pior!



Deus, bravo com a trai­ção, resol­veu então fazer valer alguns mandamentos:





E DECIDIU A CRUZ DO PROFESSOR:


1º — Não terás vida pes­soal, fami­liar ou sen­ti­men­tal.

2º — Não verás teu filho cres­cer.

3º — Não terás feri­ado, fins de semana ou qual­quer outro tipo de folga.

4º — Terás gas­trite, se tive­res sorte. Se for como os demais terás úlcera.

5º — A pressa será teu único amigo e as suas refei­ções prin­ci­pais serão os lan­ches, as piz­zas e o china in box.

6º — Teus cabe­los fica­rão bran­cos antes do tempo, isso se te sobra­rem cabe­los.

7º — Tua sani­dade men­tal será posta em che­que antes que com­ple­tes 5 anos de tra­ba­lho;

8º — Dor­mir será con­si­de­rado período de folga, logo, não dor­mi­rás.

9º — Tra­ba­lho será teu assunto pre­fe­rido, tal­vez o único.

10º — As pes­soas serão divi­di­das em 2 tipos: as que ensi­nam e as que não enten­dem. E verás graça nisso.

11º — A máquina de café será a tua melhor colega de tra­ba­lho, porém, a cafeína não te farás mais efeito.

12º — Happy Hours serão exce­len­tes opor­tu­ni­da­des de ter algum tipo de con­tato com outras pes­soas lou­cas como você.

13º — Terás sonhos, com cro­no­grama, pla­ne­ja­mento, pro­vas, fichas de alu­nos, pro­vas subs­ti­tu­ti­vas e não raro, resol­ve­rás pro­ble­mas de tra­ba­lho neste período de sono.

14º — Exi­bi­rás olhei­ras como tro­féu de guerra.

15º — E, o pior.….… inex­pli­ca­vel­mente gos­ta­rás de tudo isso…

16º -- Então, e finalmente então, serás cha­mado de PROFESSOR!











ORAÇÃO DO PROFESSOR


SILAS CORREA LEITE (BRASIL)



Pla­ne­ja­mento que estais no computador

Car­re­gado seja o Vosso Programa

Venha a nós o vosso ensinamento

Seja gerada a ficha de lançamento

Assim no Diá­rio como no email

Não nos deixais cair o apagador

Mais nos livrai do holerite-cebola (que a gente abre e chora)

Assim na HTPC como na Coordenação Pedagógica

Amém



............................................................................







OUTRA ORAÇÃO DE PROFESSOR EM SP


SILAS CORREA LEITE (BRASIL)




Oração de Professor Sofrido do Estado de São Paulo





In Memoriam do Mestre Paulo Freire e de Franco Montoro

(O último governante a valorizar a Educação

pública com respeito, carinho e educação... )







Senhor...

Tende piedade do Professor de São Paulo, pobre Professor

Que nas unidades escolares despreparadas

De uma sociedade consumista no olho do furacão

- E de famílias mal-amadas –

Entre um cínico estado mínimo promovendo muito ouro e pouco pão

Tenta reger as suas tantas duras jornadas

Com um indigno salário pífio, vergonhoso, vão

Trabalhando pesado para suportar a total falta de estrutura na Educação...





Senhor...

Tente piedade do mal-valorizado Mestre, pobre Professor

Também como uma espécie de Sem Teto, Sem Salário, Sem Amor

Que num sistema público sem suporte

Rala como um miserável cão

Mais um holerite desumano, de morte

E a hipocrisia de políticos dessa infame geração

Em que a violência é o Quinto Poder

E o educador atarefado ainda tem que sobreviver

Na falta de justiça e pão...





Senhor...

O Educador para se sustentar

Em vários lugares tem que matar de trabalhar

E da periferia sociedade anônima à escola ser exemplar

Ainda ser assim por isso mesmo digno na docência

Mesmo com o seu triste e desproposital salário de fome

Tem que fazer bicos para prosseguir... continuar

Em Vosso Santo Nome

E o exercício da profissão

Como uma missão; uma luta a travar...





Senhor...

Tente piedade do professor – e dos alunos carentes

Que enfrentam a insensibilidades dos palácios regentes

E sendo filhos desse solo – entre governos insanos, incompetentes

Vão encarando a educação pública com sangue, o suor; essa gente

Sofrendo e seguindo em frente

Com o giz, a régua, o apagador

Sonhando justiça ainda que tardia que valore a educação pública, o seu labor...





E se um dia eu tombar, no exercício da profissão, Senhor

Em que me fiz plantador de sonhos, Educador

Tente piedade do que virá; o próximo Professor

Que ainda virá a se formar...

E que certamente sonhando estará para nos continuar

E também encarar a total falta de incentivo e valor

Como “suBornus” e outras mentiras amorais de governo enganador

Entre tantas hipocrisias

De atitudes falsas, vazias

E dai-nos, pelo menos, o céu de sua recompensa, Senhor

Com uma lousa celeste, e um novo giz, um novo apagador

E uma coroa de glória com novo juízo de valor

Numa lousa de estrelas, pois, seja como for

Aqui na Terra de Bandeirantes com sangue e lágrimas carregamos a nossa dolorosa cruz, de PROFESSOR...



-0-



(Poema da Série “Samparaguai da Força Que Destrói Coisas Belas" – Poemas e Sofrências da Escola Pública, Livro Inédito do Autor)




PORQUE SOU PROFESSOR


SILAS CORREA LEITE (BRASIL)



Para os Educadores da Coordenadoria do Butantã



Sou PROFESSOR porque...amo a vida, amo as pessoas, amo servir e trocar confeitos de sonhos e esperanças.

Sou PROFESSOR porque creio na fé, no conhecimento, e no saber que provoca mudanças essenciais para todos.

Sou PROFESSOR porque... o amor também move moinhos além de remover montanhas, e é pra frente que se anda, é para cima e para dentro que se evolui espiritualmente.

Sou PROFESSOR porque... pássaro que sabe que pode voar mais longe, tem que partir primeiro...

Sou PROFESSOR porque...acredito na distribuição do pão e da água, além da vontade de viver intensamente tecendo somas de vivências e iluminuras.

Sou PROFESSOR porque...confio na beleza da produção de conhecimento e da pesquisa em parceria dinâmica salutar.

Sou PROFESSOR porque...a alma da ciência é a perseverança e o dinamismo da dedicação uma missão como soma pelo viés plural-comunitário.

Sou PROFESSOR porque...a palavra é luz, o livro é estandarte e a troca de bagagens (Ave Paulo Freire) um elo de exortação à vida infinita que é uma eterna busca.

Sou PROFESSOR porque...a união vale o esforço, faz a força do grupo docente e discente irmanados; a união de propósitos em comum faz o acervo ético, e a amizade é uma escada para o alto, para a essência vital do divino amor cósmico.

Sou PROFESSOR porque...sempre me encontro comigo mesmo, a cada aula, cada situação-problema, e quando estou em sala de aula eu me sinto dentro do meu próprio coração.

Sou PROFESSOR porque...lecionar é uma lavra de humanismo de resultados, arados e a estrelas no mesmo canteiro sideral da espécie que é energia, calor e luz.

Sou PROFESSOR porque...dar aulas é oferecer a mão estendida, o ombro amigo, o afeto que se encerra num abraço terno à procura de uma boa mensagem sementeira para o futuro.

Sou PROFESSOR porque...a pedra bruta para se tornar diamante de valor precisa da estima, da lucidez e do fogo da forja que é primordial no caminho do estágio evolutivo seqüencial.

Sou PROFESSOR porque...a docência é missão, é dádiva, é semeadura de tantas estradas que vão dar muito além desse planeta geóide.

Sou PROFESSOR porque... de uma maravilhosa mestra me fiz poeta precoce, de uma educadora meiga me fiz Crusoé, de uma pedagoga diferenciada me fiz baladeiro a oxigenar seixos íntimos, sonhando - nos estudos, no livros, nas aulas - um lugar ao sol e o pote de ouro atrás do arco-íris.

Sou PROFESSOR porque...me respeito e gosto de fazer o que faço, amando para ser amado, me modificando (e moldando-me sempre para melhor) a cada dia, descobrindo sempre novos horizontes pelo olhar do aluno-filho, cada um deles com perspectiva especial de uma alma cidadã.

Sou PROFESSOR porque...faço parte da orquestra dos sensíveis, e me dou, livro aberto, para a biblioteca universal dos dias que são páginas de rostos de seres puros buscando apreendências e letramentos...

Sou PROFESSOR porque...ensinar é levar o aluno enquanto ser e enquanto humanus, para uma viagem ao reino encantado da palavra, do saber e até do conhecimento científico.
Sou PROFESSOR porque...como diz o poeta, o aluno é como a madeira, se for devidamente "tocado" - INSPIRADO! - pode tornar-se flauta.

Sou PROFESSOR porque...minha maior rebeldia é querer mudar o mundo pra melhor, plantando ideais nos corações e mentes de meus canteiros cíclicos que, certamente levarão minha mensagem de amor e fé para o futuro da espécie, uma vida melhor, mais justa.

E, por fim, sou Professor porque assim sou feliz, pareço feliz, semeio sentidos de grandes buscas, com parcerias e vivências de inclusões, e sei que, com certeza, há muito mais luz no processo do ensino-aprendizagem do que no átomo. E sei também que o aluno é uma árvore que tem que ser bem cuidada, bem regada, bem preparada, solidificada com carinho, bem adubada até, para, serenamente crescer e dar flores e frutos. E assim sei da responsabilidade que, com meu trabalho, tenho com a sociedade, com a vida, com o mundo, por isso mesmo espero ser um dia um belo fruto na seara desses alunos que amo tanto.






(*)- Professor de escola pública no estado de SP, o estado mais rico da nação, ganha trinta por cento a menos do que o professor da educação pública do Piauí, o estado mais pobre do Brasil...



Poeta Professor Silas Correa Leite – Origem: Santa Itararé das Artes, Sul de São Paulo, Trabalha e mora em SP, Vila Sonia, Butantã, SP.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

HOMENAGEM: LLAMADA - ALEJANDRA BURZAC (ARGENTINA)*



Foto: Bandeira da Argentina




Foto: Alejandra Burzac (Argentina)



LLAMADA


ALEJANDRA BURZAC (ARGENTINA)


Dos almas se estremecen
al unísono
con una palabra
con el simple sonido de la voz.

¿Quién dice que no existe
el sexo a la distancia?

Si al oírte me siento poseída
si al escucharme me oyes
penetrada.

Si un segundo antes
de la despedida sentimos ambos
el placer del éxtasis.






BESO

ALEJANDRA BURZAC (ARGENTINA)

Aunque jamás mis labios
se quemaron en los tuyos
ni mi lengua busco tu alma
en tu boca entreabierta;
Sé que he de arder
entre tus brazos
como antorcha
en la profundidad de la noche
más oscura.
Sé que tu ser
socavando mis entrañas
me llevará al frenesí
al desatino.
Se que tu cuerpo palpita
igual que tu mirada
al verme distante
y encendida.





SOLEDAD


ALEJANDRA BURZAC (ARGENTINA)


Escamada se torna mi tez
por la ausencia innecesaria de caricias.

Escamas surgen en mis manos
que sangran acariciando la piedra.

Escamado está mi oído
que no sabe de palabras tiernas.

Escamas en él ánimo
cubierto de reproches.

Escamado está mi ser
de cabeza a pies, de pies a cabeza

Escamada tengo el alma
De tanta Soledad y tú Silencio.






RECIPROCIDAD


ALEJANDRA BURZAC (ARGENTINA)


Tenue luz que diviso a la distancia.
Distancia de afectos que duelen.
Dolor por lo lejano sin retorno.
Retorno a los abismos de mí ser.

Me busco en el vacio
Me intuyo en el silencio.
Me veo en la neblina espesa, negra
Sedienta de amor, de compañía.

¿Dónde va mi cuerpo sin sentido
Jugando a seducir una quimera
creyendo que a quien ama
también ama?


(Del Libro: “Instintos Naturales”, Poesías, abril de 2011)





*ALEJANDRA BURZAC

Escritora, Ensayista, Poeta y Editora tucumana. Prof. en Lingüística Regional Castellano—Quichua. Fue, Docente en la UNSE, Directora del Área Lingüística Regional Tucumán de la U.N.S.E. Facultad de Humanidades y Ciencias Sociales y Ciencias de la Salud, Área Quichua, Incorporado Tafí Viejo, Tucumán. Corresponsal de Prensa del AIRA y Delegada de Apoyo, de la Secretaria de Estado de Cultura de la Provincia de Tucumán.
Publicó: «Eterna Búsqueda» (2006); «El Avá Nee» (Ensayo), y «Origen Entrada y Consolidación del Quichua Santiagueño» (Ensayo), también en Antologías nacionales.
Es editora literaria de diversos autores de la región; Conferencista y Jurado de Concursos Literarios.
Dirige la Editorial Trascendernoa.
Es Coordinadora General del la Fundación Familia y Educación y del Centro de Prevención contra la droga y Lucha contra el narcotráfico.
Socia de Sade Seccional Catamarca y Seccional Tucumán.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

POESIA: O PORQUÊ- VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)





Foto: Pintura- trabalho coletivo de alunos do fundamental, em técnica arteterapêutica, com a professora Vanda Lúcia da Costa Salles (Brasil)




O PORQUÊ

Aos adeptos da utopia...


VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)


Estamos em luto. Pesado luto.
As palavras escorregam para depois emudecerem
como quiabo tropeçando em sua baba
que nunca agrada a ninguém
A imaginação fértil não se explica
Não se explica também o entrave emocional
e nem essa tragédia
na escola pública brasileira
que já era em si
anunciada,
mas ninguém queria enxergar


Dentro da sala de aula, nas mãos trago
sonhos inacabados,
três pilot regarregáveis descarregados
(sou da língua portuguesa- não sei se isso explica)
nas cores azul vermelho e preto
E vivo esperando o final do mês para que
alguém possa,
com educação na Educação,
recarregá-los,
porque o meu salário no final do mês,
não comporta mais pagá-los.


Vivo cansada do politicamente correto
e desconfio
das malversações das verbas públicas
(principalmente, na Saúde e na Educação),
por isso tenho medo,
enlouquecido medo,
de que já não consiga mais ler
porque
tentei, tento e não consigo
nem registrar direito no INPI,
àquilo que é de meu direito.
Em meu país,
às vezes sinto,
que o cidadão e a criatividade
estão sendo varridos para debaixo do tapete.


Nesse momento,
não consigo conter as lágrimas
e nem quero contê-las.
Sei que sou somente mais uma professora enlouquecida na impotência
que se refugia,
no espaço aberto,
da linguagem

quinta-feira, 31 de março de 2011

CONVITE: 2º ENCONTRO NACIONAL E INTERNACIONAL S.A.L.A.C (CÓRDOBA, ARGENTINA)- VOLVER EN PALABRAS: 7,8, 9 Y 10 , DE AVRIL DE 2011




A Presidente de S.A.L.A.C. (Córdoba), Argentina, invita a todos para el

2º ENCONTRO NACIONAL E INTERNACIONAL DE ESCRITORES " VOLVER EN PALABRAS"

- 7, 8, 9, 10 de Avril de 2011 -

domingo, 27 de março de 2011

POESIA: UMA MIRADA- VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES(BRASIL)*




Foto: Pintura de Vigee Lebrun


UMA MIRADA (SOBRE UMA PINTURA DE VIGEE LEBRUN)


VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)



Na leveza destes traços
a mão escorre tão lenta
e afronta
o instante passageiro


A mulher que te olha
com firmeza
é a mesma
cujo desejo não abre mão


Em pinceladas brejeiras,
esse espelho,
apenas espelha
o que a certeza introduziu na palha do teu chapeu


Uma mirada certeira
sem flecha e sem arco, aqui com os meus botões:
Somente a energia intacta
na profundidade guerreira da instigante emoção







*VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES: nasceu em Italva, interior do Rio de Janeiro, Brasil, em 25 de abril de 1956. É escritora, poeta, ensaísta, artista plástica, tradutora e conferencista.Graduada em Letras/Português-literaturas, pela UERJ/FFP;Pós-Graduada em Literatura Infanto-Juvenil pela UFF;e em Arteterapia na Saúde e na Educação pela pela UCAM.Catedrática de Literatura do Museu Belgrano(Argentina), ortogada pelo Fundador e Diretor Dr. Ricardo Vitiritti; Diretora Internacional do Taller Artístico Alas Rotas-Alitas de América, nomeada pela Fundadora e Diretora Geral do T.A.A.R., em Argentina Srª Silvia Aida Catalán; Fundadora e Diretora do ENLACE MPME MUSEU PÓS-MODERNO DE EDUCAÇÃO.

Publicou: No tempo distraído (narrativas, Ágora da Ilha,2001),Diversidades e Loucuras em Obras de Arte- um estudo em Arteterapia (ensaio, Ágora da Ilha, 2001),A palavra do menino e as abobrinhas ( infanto-juvenil), HP.Editora,2005), O chamado das musas.Pô-Ética Humana: o enigma do recheio- a arteterapia ao sabor da educação brasileira(pesquisa poética em arte e educação, Creadores Argentinos, 2008; Núncia Poética (poesias, Cbje,2010). Participa também das seguintes antologias: Os melhores poetas brasileiros Hoje/1985(Shogum Editora, 1985), III Encuentro Nacional de Narradores y Poetas - Unidos por las Letras!-2009-Bialet Massé (Córdoba, Argentina,2009), Poesia em Trânsito-Brasil/Argentina (La Luna Que, Buenos Aires, 2009, e 1º Antología Literaria Nacional e Internacional 2010 " Ser Voz en el Silencio, S.A.L.A.C. va.Carlos Paz, Córdoba-Argentina (Galia's, Editora Independiente,2010.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

POESIA: ASSIM - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)




Foto: Tulipas do campo




ASSIM

VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)



Buscaste em um só olhar
distinguir a causa dessas pegadas... Assim que o rio transbordou
todas as tulipas do campo acenaram
em um inusitado rodopio, e
à luz de suas palavras forjei uma saída magistral.
Os lírios ansiaram copos e o verde de suas folhas
acariciaram todos os sonhos fugitivos.


Lançado ao mar, o barco contornou as dunas!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

HOMENAGEM: UM MINUTO DE SILÊNCIO - FRANCISCO BORJA DA COSTA (TIMOR-LESTE)



Foto: Bandeira do Timor-Leste





UM MINUTO DE SILÊNCIO



FRANCISCO BORJA DA COSTA (1946-1975/TIMOR-LESTE)



Calai
Montes
Vales e fontes
Regatos e ribeiros
Pedras dos caminhos
E ervas do chão,
Calai


Calai
Pássaros do ar
E ondas do mar
Ventos que sopram
Nas praias que sobram
De terras de ninguém
Calai






Calai
Canas e bambus
Árvores e "ai-rús"
Palmeiras e capim
Na verdura sem fim
Do pequeno Timor
Calai


Calai
Calai-vos e calemo-nos
Por um minuto
É tempo de silêncio
No silêncio do tempo
Ao tempo de vida
Dos que perderam a vida
pela Pátria
pela Nação
pelo Povo
pela Nossa
Libertação
Calai - um minuto de silêncio...

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

HOMENAGEM: NO JARDIM ZEN - NORTON HODGES (INGLATERRA)*




Foto: Bandeira da Inglaterra





IN THE ZEN GARDEN

NORTON HODGES ( INGLATERRA )




My earthly paradise
Is ordinary

This strip of land
Once through-designed
Now beatified
By your Taoist hand

So that, although we do nothing,
Every year new growth bounds through

And the birch tree we planted for us
Steady, tall, flourishing
Despite all the despites

And the little birds...

Although this is not
Chelsea or the Temples of Japan

Here the little birds are unafraid


( in: http://wasfab66.blogspot.com/2010_04_01_archive.html )





NO JARDIM ZEN





NORTON HODGES (INGLATERRA)



Meu paraíso terrestre
É comum

Esta faixa de terra
Uma vez projetada
Agora beatificada
Por sua mão taoísta

Ainda que não façamos nada,
Todos os anos seu crescimento salta os limites

E a bétula que plantamos para nós
Firme, alta, florescendo
Apesar de todo o despistes

E os passarinhos...

Embora isto não seja
Chelsea ou os Templos do Japão

Aqui os passarinhos são destemidos.



(Tradução: Vanda Lúcia da Costa Salles (Brasil)


*NORTON HODGES:Nasceu em Gravesend, Kent, Inglaterra em 1948. ensinou Idiomas Modernos na escolas secundárias na Inglaterra durante 22 anos. Ele também tem um M.A. e um Ph.D. em Idioma e Alfabetização em educação.É um promissor poeta contemporâneo.

sábado, 1 de janeiro de 2011

POESIA: PORQUE HOJE É SÁBADO... E HISTÓRICO, Ó MULHERES! - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)





PORQUE HOJE É SÁBADO... E HISTÓRICO, Ó MULHERES!



VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)




Acordou-se o Dia e veio tão loucas em canto & centeio,
com chapeus e florais,
astrolábio e batom:
Aurora & Clarice,
Roberta & Lígia,
Analise & Cristina,
Sol & hipátia de Alexandria,e
todas as Musas,
Fadas e Bruxas.




A Esperança se firma, não só
na Educação,
Porque hoje é sábado... E histórico, ó mulheres!




De asas abertas, em voo altaneiro e sorriso nas faces
Todas somos,
as que no mundo misturam o encanto vital,
abrem veredas,
alongam a vida,
abrigam os temperos,
em todas as formas
de carícias brejeiras.






E os indiferentes ajuntam-se abismados,
desterrando o espinho
cravado na palma de suas mãos, por descuido ou inveja.
Mas empinam os narizes como marionetes em busca de fama.



Dos céus,
pétalas caem e perfumam
o que há de ser no teu Ser!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

FELIZ NOVO ANO: 2011 GIRASSOIS EM NOSSAS VIDAS !!!



Foto: Girassois



" QUE 2011 GIRASSOIS EM NOSSAS VIDAS PROPORCIONEM: ALEGRIA, SAÚDE E PROSPERIDADE...E UM JEITO TODO NOVO NO OLHAR !!!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

POESIA: DO SUBLIME - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)



Foto: Sublime flor.




DO SUBLIME


VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)



Cada pétala, única.
Beleza em flor, quando
do dia a vida se oferece toda
E germina a dádiva de Deus.


Não sei dos seus, mas
os meus? Curiosidade vida à fora!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

HOMENAGEM: LINDA MARIA BAROS (ROMÊNIA/FRANÇA)*

D'AMOUR ET DE CYANURE!



LINDA MARIA BAROS(FRANÇA)


Ne m’appelle pas chez toi, dans ta mansarde,
tournant - comme un écervelé tournant ! -
les boutons de la cuisinière,
pour te défaire une fois pour toutes
des hurlements des vieux loups du four,
de leurs poils mués,
qui te poussent sans cesse sur les bras,
la nuit, comme des furoncles, alors que tu éteins
les cigarettes profondément dans ta chair.

Ne m’appelle pas chez toi, dans ta mansarde,
fendant - comme un écervelé fendant ! -
entre les barreaux du lit,
dans la porte, sous la botte,
ton tibia et ton péroné
- je les entends craqueter dans mon portable -,
comme si tu fendais
le vieux fusil de chasse de ton père,
trop poisseux pour que tu puisses le charger à nouveau,
après qu’il se fut brûlé la cervelle
et, pris de spasmes, qu’il eut cassé ta porte
à coups de pied.

Ne m’appelle pas chez toi, dans ta mansarde,
puisque j’y viendrai !
Et je m’arracherai le cœur de la poitrine,
je l’entaillerai avec les dents
et je le saupoudrerai de sel
extrait avec une rivelaine
de mes glandes lacrymales
et je le jetterai,
comme l’on jette une meule,
pour qu’il brise ton tibia et ton péroné,
- en de menus morceaux ! -,
pour qu’il entasse profondément dans le four
ton souffle d’ammoniaque
et pour qu’il fende à jamais
ta tête de bête sauvage !


(La Maison en lames de rasoir, Cheyne éditeur, 2006, rééd. 2008, Prix Apollinaire 2007)






De amor e cianeto!


LINDA MARIA BAROS(FRANÇA)


Tradução de: Vanda Lúcia da Costa Salles


Não me chame para sua casa, em seu sótão,
girando - como um descuidado gira! -
os botões do fogão,
para se livrar uma vez por todas
dos uivos de lobos velhos do forno,
dos seus cabelos,
que o cultiva incessantemente nos braços,
a noite, como os furúnculos,
os cigarros profundamente em sua carne.

Não me chame para sua casa, em seu sótão,
rachado - como um descuidado rachado! -
entre as barras da cama,
na porta, debaixo da bota,
sua tíbia e sua fíbula
- Ouço estalo em meu laptop -
como se estalasse
o rifle velho de caça de seu pai,
muito pesado para que você possa carregá-lo novamente,
depois que queimara os miolos
e, tendo espasmos, arrombou sua porta
a pontapés.

Não me chame para sua casa, em seu sótão,
que eu irei!
E arrancarei meu coração do tórax,
rasgarei com os dentes
e polvilharei sal
extraído com uma picareta
de minhas glândulas lacrimais
e o arremessarei
como se joga uma pedra de moinho,
para quebrar a sua tíbia e sua fíbula,
- em pedaços pequenos! -
de modo que os empilhem profundamente no forno
seu sopro de amoníaco
e dividi-la para sempre
sua cabeça de besta selvagem!







De amor y cianuro!




LINDA MARIA BAROS (FRANÇA)


Traducción de: Myriam Montoya



No me llames a tu casa, en tu mansarda,
girando - como un atolondrado girando! -
los botones de la estufa,
para deshacerte de una vez por todas
de los aullidos de viejos lobos del horno,
de su pelaje mudado,
que te crece sin cesar sobre los brazos,
la noche, como los furúnculos, mientras apagas
los cigarrillos profundamente en tu carne.

No me llames a tu casa, en tu mansarda,
hendido - como un atolondrado hendido! -
entre las barras de la cama,
en la puerta, bajo la bota,
tu tibia y tu peroné
- las escucho crujir en mi móvil -
como si hendieras
el viejo fusil de caza de tu padre,
demasiado pegajoso para que puedas cargarlo de nuevo,
después que se volara la tapa de los sesos
y, teniendo espasmos, rompió tu puerta
a patadas.

No me llames a tu casa, en tu mansarda,
puesto que iré!
Y me arrancaré el corazón del pecho,
lo cortaré con los dientes
y lo rosearé de sal
extraída con una pica
de mis glándulas lacrimales
y lo arrojaré
como uno arroja una piedra de amolar,
para que parta tu tibia y tu peroné,
- en menudos trozos! -
para que amontone profundamente en el horno
tu soplo de amoniaco
y para que hienda por siempre
tu cabeza de bestia salvaje!



Fata Morgana

LINDA MARIA BAROS (FRANÇA)



L’ânon du plancher te porte sur son dos,
trottant éreinté entre les murs,
parmi leurs utopies blanchies à la chaux
– vivantes elles aussi, leurs troupes pétrifiées,
leurs meutes, leurs tentations !

Il te porte, inlassable, comme à travers un désert.
Il se jette dans le tournant, embrasé,
sa trajectoire semble tracée fougueusement
dans la paraffine.


– Merde! hurlent ceux qui viennent vertigineusement
à contresens
et leurs voix s’entremêlent dans le bruit sourd
de tissage,
qui hante le désert, les murs, les autoroutes…


– Merde alors! résonne l’écho.


Et de la fenêtre, la lumière, lance affilée,
se reflète à l’envers sur le plancher,
comme dans un fond d’œil.
Elle te percera la côte tout à l'heure.
L’ânon te jette entre les dunes. Et pleure.





Fada Morgana

LINDA MARIA BAROS (FRANÇA)


Tradução: Vanda Lúcia da Costa Salles

O burro de carga o leva no dorso,
trotando exausto dentro das paredes,
dentro das suas utopias caiadas
- também vivo, as suas fileiras petrificadas,
Os seus pacotes, as suas tentações!
Ele , incansável, o leva como se por um deserto.
Ele se lança na curva, impetuoso,
o seu caminho parece traçado
em parafina.


"Merda! " grita esses que vêm, vertiginosos,
o modo oposto,
e as suas vozes se entrelaçam no som amortecido
de tecelagem
isso assombra deserto, paredes, rodovias...


"Merda! " ressoa o eco.



E da janela, luz, lança afiada,
reflete de cabeça para baixo no chão,
como se do fundo do olho.
Perfurará sua costela em um tempo.
O burro o lança nas dunas. E gritos




*LINDA MARIA BAROS: nasceu na Romênia em agosto de 1981, é uma autora Francófona que mora em Paris. Ela publicou cinco coleções de poemas, dois jogos, e dois estudos literários. Os três dela a maioria dos recentes livros de poesia foi publicado na França através de éditeur de Cheyne: Le de signes et d'ombres mais Ao vivo (O Livro de Sinais e Sombras), vencedor da Chamada Poética Prêmio 2004, La Maison en lames de rasoir (A Casa Fez de Lâminas de Navalha), vencedor do Apollinaire Prêmio 2007, e L'Autoroute A4 et autres poèmes (A Rodovia A4 e outros poemas), 2009.

domingo, 26 de dezembro de 2010

NOTA DE FALECIMENTO: JORGE ALBEL DARDICK (ARGENTINA)*




Foto: JORGE ABEL DARDICK (ARGENTINA)






O ENLACE-MPME:MUSEU PÓS-MODERNO DE EDUCAÇÃO(BRASIL) e o T.A.A.R. (ARGENTINA) informam a todos os amigos do falecimento do Srº JORGE ABEL DARDICK, em 25/12/2010, às 18:35, em Buenos Aires, Argentina.
A Srª SILVIA AIDA CATALÁN e a família Dardick agradecem as notas de condolescência e de solidariedade.

Que as nossas orações alcancem a misericórdia do Senhor no Altíssimo e elevem a alma desse amigo e companheiro de tantas jornadas e lutas em prol da Interculturalidade dos povos.
E saibam todos que somos mais que vencedores... Somos àqueles que sonham com a possibilidade... E seguem... No Amor e na Paz!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

DENÚNCIA: VIOLAÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS E INVERDADES

ALERTA!!!! CIBEPIRATARIA!!!!!





O ENLACE-MPME:MUSEU PÓS-MODERNO DE EDUCAÇÃO, o T.A.A.R. e VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES alertam e denunciam a violação de seus direitos autorais e inverdades comerciais, que não vendem e nem autorizaram ninguém a vender suas obras e nem obras de discentes em aulas de Língua Portuguesa, em cds e em formato wav-audio e mp3 conforme anunciado no google pelos abaixos denominados:


AO LONGE OS BARCOS DE FLORES POESIA PORTUGUESA DO SECULO XX-INC
VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES-T.A.A.R -"ALAS ROTAS-ALITAS DE ... Em aula de Língua Portuguesa e Artes por Vanda Salles) ..... Las obras están totalmente ...
www.dewebmasters.com/.../ao-longe-os-barcos-de-flores-poesia-portuguesa-do-seculo-xx-inc-luye-2-cds/ - http://www.dewebmasters.com/64056/ao-longe-os-barcos-de-flores-poesia-portuguesa-do-seculo-xx-inc-luye-2-cds/
PROF. VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES-T.A.A.R -"ALAS ROTAS-ALITAS DE ...
Em aula de Língua Portuguesa e Artes por Vanda Salles) ..... Las obras están totalmente digitalizadas en Cd's con formato wav-audio y mp3 y están ... 4-El encuentro contará con una mesa de venta de libros 2 horas cada día. ... No incluye bebidas alcohólicas.) Apertura: 14:30 hs. Show de poesía: "Lecturas sobre el ...

Afirmamos: somente o ENLACE-MPME:MUSEU PÓS-MODERNO DE EDUCAÇÃO possui autorização para venda de produtos de minha autoria e que levem o meu nome.

Em tempo oportuno, tomaremos medidas cabíveis.



Rio de Janeiro, 24 de dezembro de 2010


Vanda Lúcia da Costa Salles
Fundadora e Diretora Geral do ENLACE-MPME:MUSEU PÓS MODERNO DE EDUCAÇÃO
Com Reg. no INPI (BRASIL)

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

MENSAGEM NATALINA: POETA MARA CABRILLI - REBRA




Foto: Mensagem Natalina de Mara Cabrilli- REBRA




" Se do verde fulgor o Amor revelasse a inconstância da brisa,
talvez,
o enigma da fonte fulgurasse para além da misteriosa beleza do mar..."

V.L. da C. S.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

POESIA: INEXPLICÁVEL AMOR - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)






INEXPLICÁVEL AMOR


VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)



Nas fendas de um penedo,a flor reluzia
íngreme acesso aos pés
da que sonhava tê-la.


Inexplicável amor,
cuja pétalas suavizam os instantes
em almas,
inebriadas de bem-te-vi!


Loucura breve,
entre mãos que untam
no talo
os espinhosos lenhos


E sem consumo
ou espetáculo, apenas
busca
o irredutível sonho.