sábado, 31 de julho de 2010

BIOGRAFIA: CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE (BRASIL)*




Foto: Bandeira do Brasil



O CONSTANTE DIÁLOGO


CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE



Há tantos diálogos


Diálogo com o ser amado
o semelhante
o diferente
o indiferente
o oposto
o adversário
o surdo-mudo
o possesso
o irracional
o vegetal
o mineral
o inominado

Diálogo consigo mesmo
com a noite
os astros
os mortos
as idéias
o sonho
o passado
o mais que futuro

Escolhe teu diálogo
e
tua melhor palavra
ou
teu melhor silêncio
Mesmo no silêncio e com o silêncio
dialogamos.







Foto: Carlos Drummond de Andrade


"Eu lamento que haja pouco consumo de livros no Brasil. Mas aí é um problema muito mais grave. É o problema da deseducação, o problema da pobreza e -- portanto - da falta de nutrição e da falta de saúde. Antes de um escritor se lamentar porque não é lido como são lidos os escritores americanos ou europeus, ele deve se lamentar de pertencer a um país em que há tanta miséria e injustiça social."

(Drummond, em sua última entrevista, poucos dias antes de sua morte.
In O Dossiê Drummond, de Geneton Moraes Neto, Ed. Globo, 1994)



Filho do fazendeiro Carlos de Paula Andrade e de D. Julieta Augusta Drummond de Andrade,nasce em 31 de outubro de 1902, e falece em 17 de agosto em 1987, no Rio de Janeiro.

Passa a infância em Itabira. Com 14 anos, estuda como interno no Colégio Arnaldo, em Belo Horizonte - onde conhece Gustavo Capanema e Afonso Arinos de Melo Franco - e, depois, no Colégio Anchieta da Companhia de Jesus em Nova Friburgo (RJ), de onde é expulso por "insubordinação mental". Enquanto estudava em Nova Friburgo, seu irmão Altivo publica seu poema em prosa Onda no único número do jornalzinho Maio, em Itabira.

De volta a Minas Gerais, muda-se com a família para Belo Horizonte. Freqüenta o Café Estrela e a Livraria Alves, onde conhece Milton Campos, Abgar Renault, Emílio Moura, Alberto Campos, Mário Casassanta, João Alphonsus, Batista Santiago, Aníbal Machado, Pedro Nava, Gabriel Passos, Heitor de Sousa e João Pinheiro Filho. Nessa época, publica seus primeiros trabalhos no Diário de Minas e ganha o concurso Novela Mineira pelo conto Joaquim do Telhado. As revistas Para todos e Ilustração Brasileira, do Rio de Janeiro, publicam alguns de seus poemas.

Em 1922, recebe o seu primeiro prêmio com o conto " JOAQUIM DO TELHADO", publicado na Novela Mineira, de Belo Horizonte, no número de setembro-outubro.

Em 1923, matricula-se na Escola de Odontologia e Farmácia de Belo Horizonte.

Escreve a Manuel Bandeira e entra em contato com o grupo modernista de São Paulo, que passa, em viagem, por Belo Horizonte, em 1924. Conhece Blaise Cendrars, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral e Mário de Andrade, de quem se tornará amigo e manterá correspondência até poucos dias antes da morte de Mário.

Mais atraído pelas discussões sobre a arte e o país do que pelas aulas de química, forma-se farmacêutico em 1925, mas nunca exerce a profissão. Ainda neste ano, casa-se com Dolores Dutra de Morais e funda, junto com Emílio Moura e Gregoriano Canedo, A Revista, órgão modernista do qual saem 3 números. Depois de lecionar Geografia e Português no Ginásio Sul-Americano em Itabira, volta a Belo Horizonte para ser redator do Diário de Minas.

Em 1928, nasce Maria Julieta, a filha única que será a grande companheira do poeta. Seu poema No meio do caminho é publicado pela Revista de Antropafagia, de São Paulo. O poema causa forte impacto e se torna um dos maiores escândalos literários do Brasil. O poeta publicará, 39 anos depois, Uma pedra no meio do caminho - Biografia de um poema, coletânea de críticas e matérias resultantes do poema ao longo dos anos. Neste mesmo ano, vai trabalhar na Secretaria de Educação, na redação da Revista do Ensino.

Em 1929, deixa o Diário de Minas para trabalhar no Minas Gerais, órgão oficial do estado, sob a direção de Abílio Machado e José Maria Alkmim.

Em contraste com a pacata vida de funcionário público, a publicação do seu primeiro livro, em 1930 - Alguma Poesia - gera, com a mesma intensidade, ataques e elogios da crítica e do público. A edição de 500 exemplares, sob o selo imaginário de Edições Pindorama, criado por Eduardo Frieiro, é facilitada pela Imprensa Oficial do Estado, o que não altera em nada o caráter de ruptura e inovação da obra.

Em 1934, volta a ser redator dos jornais Minas Gerais, Estado de Minas e Diário da Tarde, simultaneamente, e publica “Brejo das Almas”, em edição de 200 exemplares. Gustavo Capanema é nomeado Ministro da Educação e Saúde Pública por Getúlio Vargas neste mesmo ano, e Drummond é convidado para ser o seu chefe de gabinete.
Muda-se com a família para o Rio de Janeiro, então capital da República, onde suas atividades intelectuais se ampliam e ganham impulso.

Colabora, inicialmente, na Revista Acadêmica e, em seguida, no Correio da Manhã, Folha Carioca, A Manhã, Leitura, A Tribuna Popular, Política e Letras e na revista Euclydes. Em 1940, distribui entre amigos e escritores os 150 exemplares da edição de Sentimento do mundo. Em 1942, José Olympio é o primeiro editor a se interessar pela sua obra e publica Poesias - José. Em 1944, por iniciativa de Álvaro Lins, Drummond publica seu primeiro livro de prosa Confissões de Minas.

Em 1945, publica A Rosa do Povo pela José Olympio e a novela O Gerente. Desliga-se do gabinete de Gustavo Capanema e aceita o convite de Luís Carlos Prestes para integrar a diretoria do diário do Partido Comunista, A Tribuna Popular. Meses depois, insatisfeito com a orientação do jornal, afasta-se e vai trabalhar na Diretoria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, a convite do amigo Rodrigo M. F. Andrade. Mais tarde se tornará chefe da Seção de História, na Divisão de Estudos e Tombamento.

As atividades do poeta continuam bastante diversificadas. Ainda em 45, volta a escrever no Minas Gerais e participa da tentativa frustrada de reformulação do DIP, Departamento Nacional de Informações. Também nessa época Drummond, cuja vida pessoal foi sempre marcada pela discrição, conhece a jovem Ligia Fernandes, funcionária do DPHAN, a quem dedicaria, ao longo da sua trajetória poética, alguns de seus mais belos poemas.

Em 46, ganha o Prêmio pelo Conjunto de Obra, da Sociedade Felipe d'Oliveira. Muitos outros prêmios foram acrescentados no decorrer de sua vida.

Às atividades de escritor e jornalista, Drummond somou a de tradutor de textos literários. Traduziu, entre outros, Les liaisons dangereuses, de Choderlos de Laclos (1947); Les paysans, de Balzac (1954); Albertine Disparue, de Proust (1956).

Em 48, Drummond publica Poesia até agora. O Poema de Itabira, composto por Villa-Lobos sobre seu texto Viagem na família, é executado no Teatro Municipal do Rio de Janeiro à mesma hora em que o poeta acompanha o enterro de sua mãe, em Itabira.

Maria Julieta casa-se, em 49, com o escritor e advogado argentino Manuel Graña Etcheverry e muda-se para Buenos Aires. Em 1950 - quando nasce o seu primeiro neto, Carlos Manuel - Drummond viaja pela primeira vez para fora do país. Durante a sua vida, as poucas viagens internacionais sempre tiveram o mesmo destino - a Argentina, e razão - a saudade.

Se Drummond não viaja muito, o mesmo não acontece com as suas obras. Em 51, em Madri, é publicado o volume Poesias. Em Buenos Aires, em 53, aparece Dos poemas. A partir da década de 60, suas obras estariam em diversos países, como Alemanha, Estados Unidos, França, Portugal, Suécia e outros.

Em 51, Drummond estréia como contista com a publicação de Contos de aprendiz. No mesmo ano, publica Claro enigma e A mesa. Em 52, Passeios na Ilha e Viola de Bolso. Em 54, Fazendeiro do Ar & Poesia até agora; Viola de Bolso novamente encordoada aparece em 55; 50 Poemas escolhidos pelo autor, em 56 e Poemas, em 59.

A intensa atividade do poeta e a revelação do contista não impedem o autor de escrever as crônicas que, durante quatro décadas, encantaram os leitores de alguns jornais. Em 1952, ele publica o volume de crônicas “Passeios na ilha”. O livro seguinte, “Fala, amendoeira”, de 1957, reúne as crônicas publicadas na coluna Imagens, do diário carioca Correio da Manhã, onde permaneceu até 1969, quando se transferiu para o Jornal do Brasil.

Com a aposentadoria, em 62, Drummond ganha mais tempo para suas atividades intelectuais. Neste ano, publica Antologia Poética, A bolsa & a vida e Lição de coisas, premiado em 63. Colabora no programa Vozes da Cidade, criado por Murilo Miranda, na Rádio Roquete Pinto e inicia o programa Cadeira de Balanço, na Rádio Ministério da Educação, título de um de seus livros de crônicas que seria editado em 1966.

Com o reconhecimento do público e da crítica, em 1964 a Editora Aguilar publica toda a sua produção em Obra completa. Cinco anos depois, seria a vez de Reunião, abrangendo vários livros do poeta. Em 65, publica, em colaboração com Manuel Bandeira, Rio de Janeiro em prosa & verso.

Nos anos 70 e 80, Drummond recebeu muitos prêmios e continuou a publicar poesia, crônicas e contos, além de colaborar em jornais. Em 1972, jornais do Rio, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre publicam suplementos comemorativos do 70º aniversário do poeta. Em 77, grava 42 poemas em 2 long plays, lançados pela Polygram. Quando completa 80 anos, é homenageado através de exposições, entrevistas e reportagens.


Em 83, organiza a edição de Nova reunião - 19 livros de poesia, sua última publicação pela Editora José Olympio. No entanto, recusa-se a receber o Prêmio Juca Pato, alegando estar física e emocionalmente frágil.

Em 1984, despede-se da Editora José Olympio e assina contrato com a Editora Record, que publica sua obra até hoje. Também se despede da carreira de cronista, com a crônica Ciao, no Jornal do Brasil, depois de 64 anos de trabalho jornalístico. Em 1986, sofre um infarto e é internado durante 12 dias.

Em 31 de janeiro de 87, escreve seu último poema, Elegia a um tucano morto que passa a integrar Farewell, último livro organizado pelo poeta. É homenageado pela escola de samba Estação Primeira de Mangueira, com o samba-enredo No reino das palavras, que vence o Carnaval 87. Em julho, debilitado, concede uma última entrevista, em tom amargurado - Maria Julieta está com câncer e falece no dia 5 de agosto, depois de 2 meses de internação. "E assim vai-se indo à família Drummond de Andrade" - comenta o poeta.

Seu estado de saúde piora e apenas 12 dias depois da morte da filha, em 17 de agosto, morre vítima de insuficiência cardíaco-respiratória. É enterrado no mesmo túmulo que a filha, no Cemitério São João Batista do Rio de Janeiro.

Deixa várias obras inéditas: Farewell; O avesso das coisas (aforismos), Moça deitada na grama, O amor natural (poemas eróticos), Viola de bolso III (Poesia errante), hoje publicados pela Record; Arte em exposição (versos sobre obras de arte); além de crônicas, dedicatórias em verso coletadas pelo autor, correspondência e um texto para um espetáculo musical, ainda sem título.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

ENTREVISTA: AO FUNDADOR E DIRETOR DO MUSEU GENERAL BELGRANO NA ARGENTINA, Dr. RICARDO VITIRITTI*


Foto: Exposición del Profesor Ricardo Vitiritti (foto Miguel Middonno)

Con el Profesor Ricardo Vitiritti, Director del Museo Manuel Belgrano, se dio paso a la historia, de los comienzos fundacionales pasando por el camino Real y el marchar del Gral Belgrano y su tropa hasta la visita de Juan Pablo II.





Foto: Museu Imperial de Petrópolis (Segundo o Dr. Vitiritti, existe lá uma pintura do General Belgrano)



Foto: Documento sobre a entrevista.




Foto: Documento sobre a entrevista


Foto; Bandeira da Argentina





RESPOSTAS À ENTREVISTA DE VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES(ESCRITORA E EDUCADORA BRASILEIRA) AO FUNDADOR E DIRETOR DO MUSEU GENERAL BELGRANO NA ARGENTINA, Dr. RICARDO VITIRITTI*



BUENOS AIRES, SITIO DEL CAMINO REAL, SEPTIEMBRE 5 DEL 2008


SEÑORA PROF.
VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES
Su Despacho.
Distinguida Señora:
Respondiendo a su entrevista escrita, es muy grato remitirle esta misiva, y digo respecto de los puntos que U. consigna, lo que sigue a continuación.



1º-R: La importância Del Museo General Belgrano para el Pueblo Argentino, consiste em que los objetos expuestos no solo se hallan vinculados al Prócer, sino a toda su época y colaboradores, lo cual da um sentido integral de La Historia Del país, ya que ni el Estado ni nguún particular se habían ocupado antes de fundar uma Institución de tal índole.


2º-R: La Idea de crear el Museo surgió por Haber ganado el Suscripto, el primero de los dos Concursos de Preguntas y Respuestas por Televisión, esto fué em el año 1971, siendo el premio recibido, um viaje a Europa que hice com mi señora madre, y visitando los Museos Del Viejo Continente, me pregunté qué se podría hacer em La Argentina sobre el Grl. Belgrano, entonces al regresar a mi País, me puse a trabajar para fundarlo.


3º-R: La sensación que me causo al fundar el Museo em el a~´no 1977, fué el de um gran contento y orgullo, porque experimente La satisfacción de lo que yo considere um deber cumplido al llenar um vacío que había em el País, al no contarse com um Instituto especializado em el Héroe.
4º-R: Agradecería a um señor ya uma señora, que fueron mis padres, que aunque ya fallecidos, me brindaron La casa de Planta baja donde se encuentra La Entidad, sin lo cual no había podido concretarse La Idea.


5]- R: Ahora, el Museo Grl. Belgrano significa uma gran felicidad, por lo dicho antes, y porque me há brindado La posibilidad de conquistar amistades tan valiosas como La de ud. Profesora Vanda Lúcia, y La de La Prof. Poeta Silvia Catalán, entre otras personas.


6º- Marco La diferencia entre este Museo y otros, porque el nuestro es uma Entidad privada creada sin apoyo Del Estado desde el año 1971( Fundado el 20 Junio de 1977 y inaugurado el 3 de Agosto de 1980) em que inicie La tarea de crearlo, y cuyos colaboradores que tengo, realizan tareas por amor a La Patria y no por um sueldo, comenzando, como dije antes, por mis señores padres, citados antes.


7º- Si falta crear um Musee de La Educación em el Brasil, recomendaria que consigan La mayor cantidad de docentes para que juntos, comiencen com La tarea de coleccionar todo cuanto objeto relacionado com el tema, se pueda conseguir, com o sin apoyo estatal, teniendo como ideal, que La Educación es lo más importante para todo Pueblo, porque hace fleices a estos, y al contrario, uma ingnorancia traae outra, como expresé uma vez el Dr. Bernardo Monteagudo, Prócer argentino amigo Del Gral. Belgrano.


8º-R: Lo que más llama La atención a los visitantes Del museo, son los documentos tanto impresos como manuscritos, porque son objetos de loscuales no hay La menor Duda de que pertenecieron al Grl. Belgrano, pues llevan su firma, ello, más que otras piezas varias, y La gente no puede creer que esos papeles Sean motivo también de compra y venta, pero es así, y estol o hacen – La venta-, tanto casass especializadas em La matéria, como coleccionistas privados, a lo que hay que agregar que económicamente, son los objetos de mayor valor financiero, es decir, los más caros.


9º-R: Cuando yo era pequeño, queria ser deportista, más precisamente, um jugador de football, pero luego Del desarrollo físico y espiritual, que em aquélla época sucesía a los 14 años de edad, deseaba ser um corredor de automóviles, pero desde entonces hacia aça, se produjo em mi uma evolución hacia las ciências humanísticas, como La Historia, La Política, La Religión, etec. Y eso Dio como resultado, mi vocación por los Museos.


10º- R: Hay um retrato Del Grl. Belgrano em el Museo Imperial de Petrópolis, Del cual yo quisiera obtener uma foto, misión que me atrevo a encomendarle a Ud. Profesora Vanda Lúcia, y a los valiosos hombres y mujeres de su amistad, que me puedan ayudar em La tarea, agregando que La prueba de La existência de La obra, se halla em um libro escrito por el extinto Historiador argentino cuyo nombre era Ricardo Piccirilli, em su version sobre el primer Presidente Argentino quq fué Bernardino rivadavia, y que em outra ocasión brindaré detalles precisos de esse objeto, parasu mayor hallazgo.


11º-R: Jamás, porque es um ideal que llevo muy arraigado em mi.


12º-R: El papel Del Museo Grl. Belgrano y de todos los Museos de La Argentina, es el de ser uma apoyatura precisamente para La Educación, además de difundir sistemática o asistemáticamente, no solo La figura de los Próceres, sino de toda outra información histórica, a los efectos de contribuir a La cultura de nuestros Países; también significa y constituye um aporte para crear La conciencia patriótica, de nuestras Naciones de La América Del Sur.


13º-R: La pintura que más me agrada y que yo He realizado, es um óleo Del Grl. Belgrano, réplica Del que el Héroe se dejó retratar em Londres, durante sua cción diplomática de 1815, cuyas medidas lo He concretaro igual que el original, es decir de 1,30 por 1,10 metros, ya que es La figura que más representa La fisonomía de este héroe.


14º-R: Coincidiendo com outra pregunta anterior, las personas que más influyeron em mi vida fueron mi señor padre y mi señora madre, por los motivos que ya dije que son los de permitirme fundar em el año 1977, este Museio, pero también quisiera citar a mis primeros maestros de Historia y de Museología, que fueron los señores doctores Julio César Gancedo, Roberto Marfani y Vicente Sierra, asi mismo el Prof. José María Gonzáles Conde, y a los Escribanos señores Hernande Wenceslao figuerero y Arturo Carranza Casares, entre otras personalidades de La cultura de mi País.


15º-R:Sí, y recitaré um fragmento de uma poesia y que dice así; referida al Grl. Belgrano, “ América exalta,
Al Héroe que venció
Em Tucumán y Salta,
Y al País liberto.!


16º-R: Efectivamente, La Poesía es uma forma magnífica de aprendizagje, ya que ayuda a difundir los conociemientos no solo de La historia sino de toda disciplina, pues tiene el recurso de La belleza, com lo cual hace más agradable a los alumnos el recibir los conocimientos.


17º-R: No interpreto esta pregunta, a pesar de conocer bastante el idioma português.


18º-R: Varios libros sobre el Museo Grl. Belgrano pienso escribir, pero comenzaré por uno que será um catalogo de las relíquias más importantes.


19º-R: Em mi conficción, al Museo Grl. Belgrano Le falta um espacio mucho mayor, pues La gran cantidad de objetos com que cuenta, no caben SUS instalaciones, y He tenido por ello, que poner algunos objetos , em reserva, de modo que necesitamos conseguir outra casa muy cercana a donde estamos, para exponerlos mejor.


20º-R: Yo He tratado de conducir este Museo com La mayor estratégia posible y para ello, em virtud de vivir nosotros em um Mundo globlizado, lo primer que hice es cuidar Del nombre de esta entidad, agregándole al nombre Del prócer, su grado militar de “General”, para que los que no son argentinos y no conocen al personaje, sepan que al Haber sido um Guerrero, se ubiquen em el sentido de que también fué um político, ya que em La época em que El vivió, lo militar estaba ligado a lo político mucho más que ahora. Además, al ser el Grl. Belgrano, el Precursor de La Independencia Argentina y uno de los precursores de La Independencia em Sudamérica, me apresto a por internet, televisión y publicación de libros, etc., difundir por el Mundo su extraordinária importância para La soberania de nuestros pueblos Del Continente.


21º-R:Los primeros pasos para La fundación de um Museo, sol el conocimiento de La matéria o tema de esa clase de Instituciones, antes de trabajar lobriosamente por La Idea, hacerse coleccionista el o las personas que desean La creación del mismo, conseguir apoyo Del Estado, y/o de particulares.


22º-R: Definiría al Grl. Belgrano como um gran intelectual, Precursor de La Independencia Argentina y sudamericana, y también fue um Libertador, al ganar las batallas de Tucumán y de Salta de mi País.



23º-R: No interpreto La palabra “engraçada” de esta pregunta.


24º-R: Escribiendo yo a ellos, y viceversa.


25º-R: Como fundador y ler. Director Del Museo Grl. Belgrano, y como el Historiador que definió los conceptos de La Historia Argentina.


Saludo a La Sr. Prof. Com mi mayor consideración, y Le ruego también um saludo a La Prof. Silvia Catalán.

Dr. RICARDO VITIRITTI
El Fundador y Director
Del MUSEO GENERAL BELGRANO


* Os nossos agradecimentos ao Dr. Ricardo Vitiritti e a sua equipe, além de grande reconhecimento ao empenho da Srª. Silvia Aida Catalán para que esta entrevista se fizesse realizada.

De alunos e professores.

terça-feira, 27 de julho de 2010

LIVRO: O DOSSIÊ RUBICÃO- RAMIRO BATISTA-BRASIL



Foto: O livro O DOSSIÊ RUBICÃO, do escritor mineiro RAMIRO BATISTA


“Criei essa ficção e construí o suspense a partir do advento das Direta já, para poder falar desse episódio que, a meu ver, é um dos mais traumáticos e ricos da história recente do Brasil"




Foto: O sorriso de Ramiro Batista



Foto: o escritor Ramiro Batista lendo o seu livro: O Dossiê Rubicão


A personagem-jornalista Camila desaparece em circunstâncias misteriosas e o corpo surge numa praia do Recreio dos Bandeirantes, em área restrita à Marinha. Tudo levar a crer que foi coisa da linha dura, talvez queima de arquivo.

DIREIRA E ESQUERDA A esse episódio segue-se uma série de ações militares que ameaçam de retrocesso a tentativa de abertura política. Gustavo Guerra, envolvido emocionalmente com o caso e também por dever profissional, começa a investigar as circunstâncias da morte de Camila. Pode sobrar para todo mundo, dos militares à oposição. Mas pode não ser nada disso. Como se não bastasse, o jornalista acaba descobrindo que Tancredo Neves tem uma doença grave.


Toda a história, na qual realidade e ficção caminham juntas, se passa no breve período que vai do fim de janeiro 1984, quando é realizado o primeiro grande comício pelas diretas, na Praça da Sé, em São Paulo, até 15 de março de 1985, dia da posse de Tancredo Neves como presidente da República. O mineiro não assumiria seu papel histórico devido à sua morte, 38 dias depois, em São Paulo. De acordo com Ramiro Batista, que do início das pesquisas até a conclusão do livro gastou três anos de intenso trabalho, o principal esforço foi no sentido de que os fatos reais fluíssem dentro da história. “A preocupação era de que os acontecimentos reais não servissem de entrave, mas de alavanca para empurrar a trama”, completa.

domingo, 25 de julho de 2010

HOMENAGEM: NAS CURVAS POÉTICAS DE OSCAR RIBEIRO DE ALMEIDA DE NIEMEYER SOARES FILHO*




"No risco das curvas universaliza o humano com alma"






OSCAR RIBEIRO DE ALMEIDA DE NIEMEYER SOARES FILHO

http://www.niemeyer.org.br/






Foto: Museu de Niemeyer- Curitiba-Brasil




Foto: O arquiteto "poeta" no MAC-Niterói




Foto: Sambódromo-Rio de Janeiro-Brasil



Foto: Museu de Arte Contemporânea de Niterói-Brasil



Foto: Brasília-Brasil



Foto: Oscar Niemeyer-Brasil



OSCAR NIEMEYER: um gênio de artista que vislumbra a arquitetura de forma única:



"De um traço nasce a arquitetura. E quando ele é bonito e cria surpresa, ela pode atingir, sendo bem conduzida, o nível superior de uma obra de arte."

Oscar Niemeyer nasceu no Rio de Janeiro, em 1907. Em 1934, diplomou-se em engenheiro arquiteto no Rio de Janeiro. Iniciou sua vida profissional no escritório de Lúcio Costa, o mesmo engenheiro que projetou o Plano-Piloto de Brasília. Projetou o conjunto da Pampulha, em Belo Horizonte, o conjunto Ibirapuera, em São Paulo, os principais prédios de Brasília, na época de sua fundação, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói e muitas outras obras importantes, no Brasil e no exterior.

*Saiba mais no site da Fundação Oscar Niemeyer: www.niemeyer.org.br.

POESIAS: OS SILÊNCIOS DA FALA / MINHA SENHORA DE MIM - MARIA TERESA HORTA - PORTUGAL




Foto: Maria Teresa Horta



OS SILÊNCIOS DA FALA




São tantos
os silêncios da fala

De sede
De saliva
De suor

Silêncios de silex
no corpo do silêncio

Silêncios de vento
de mar
e de torpor

De amor

Depois, há as jarras
com rosas de silêncio

Os gemidos
nas camas

As ancas
O sabor

O silêncio que posto
em cima do silêncio
usurpa do silêncio o seu magro labor.



in Vozes e Olhares no Feminino, Edições Afrontamento,
Porto 2001, pp. 40, 41






MINHA SENHORA DE MIM




Comigo me desavim
minha senhora
de mim

sem ser dor ou ser cansaço
nem o corpo que disfarço

Comigo me desavim
minha senhora
de mim

nunca dizendo comigo
o amigo nos meus braços

Comigo me desavim
minha senhora
de mim

recusando o que é desfeito
no interior do meu peito




Minha Senhora de Mim, Editorial Futura, 1974 - Lisboa, Portugal



*MARIA TERESA HORTA
Escritora portuguesa, natural de Lisboa. Estudou na Faculdade de Letras de Lisboa, enveredando depois pela carreira jornalística. Dirigiu o ABC Cine-Clube e fez parte do grupo Poesia 61. Colaborou em jornais e revistas (Diário de Lisboa, Diário de Notícias, Jornal de Letras e Artes, Hidra 1, entre outros) e foi chefe de redacção da revista Mulheres. Feminista, publicou, com Maria Velho da Costa e Isabel Barreno, as Novas Cartas Portuguesas (1971), cujo conteúdo levou as autoras a tribunal.
A sua obra encontra-se marcada por uma forte tendência de experimentação e exploração das potencialidades da linguagem, numa escrita impetuosa e frequentemente sensual. Estreou-se com a obra poética Espelho Inicial (1960), a que se seguiram, Tatuagem (1961), Cidadelas Submersas (1961), Verão Coincidente (1962), Amor Habitado (1963), Candelabro (1964), Jardim de Inverno (1966), Cronista Não é Recado (1967), Minha Senhora de Mim (1971), Poesia Completa (1983, dois volumes), e as obras de ficção Ambas as Mãos sobre o Corpo (1970), Ana (1975), A Educação Sentimental (1975), Os Anjos (1983), Ema (1984), O Transfer (1984), Rosa Sangrenta (1987), Antologia Política (1994), A Paixão Segundo Constança H. (1994) e O Destino (1997). Em 1999, lançou a obra A Mãe na Literatura Portuguesa, constituída por uma longa introdução da autora, depoimentos de várias individualidades, uma antologia de poesia e prosa de escritores portugueses e no fim um conjunto de quadras e provérbios, tudo em torno da temática da mãe.
Em 2001, publica Minha Senhora de Mim

sábado, 24 de julho de 2010

MENSAGEM DE PAZ: MAHATMA GHANDI/“Que este día sea el mejor de tu vida". *





Sé firme en tus actitudes y perseverante en tu ideal.

Pero sé paciente, no pretendiendo que todo te llegue de inmediato.

Haz tiempo para todo, y todo lo que es tuyo, vendrá a tus manos en el momento oportuno.

Aprende a esperar el momento exacto para recibir los beneficios que reclamas.

Espera con paciencia a que maduren los frutos para poder apreciar debidamente su dulzura.

No seas esclavo del pasado y los recuerdos tristes.

No revuelvas una herida que está cicatrizada.

No rememores dolores y sufrimientos antiguos.

¡Lo que pasó, pasó!

De ahora en adelante procura construir una vida nueva, dirigida hacia lo alto y camina hacia delante, sin mirar hacia atrás.

Haz como el sol que nace cada día, sin acordarse de la noche que pasó.

Sólo contempla la meta y no veas que tan difícil es alcanzarla.

No te detengas en lo malo que has hecho; camina en lo bueno que puedes hacer.

No te culpes por lo que hiciste, más bien decídete a cambiar.

No trates que otros cambien; sé tú el responsable de tu propia vida y trata de cambiar tú.
Deja que el amor te toque y no te defiendas de él.

Vive cada día, aprovecha el pasado para bien y deja que el futuro llegue a su tiempo.

No sufras por lo que viene, recuerda que “cada día tiene su propio afán”.

Busca a alguien con quien compartir tus luchas hacia la libertad; una persona que te entienda, te apoye y te acompañe en ella.

Si tu felicidad y tu vida dependen de otra persona, despréndete de ella y ámala, sin pedirle nada a cambio.

Aprende a mirarte con amor y respeto, piensa en ti como en algo precioso.

Desparrama en todas partes la alegría que hay dentro de ti.

Que tu alegría sea contagiosa y viva para expulsar la tristeza de todos los que te rodean.

La alegría es un rayo de luz que debe permanecer siempre encendido, iluminando todos nuestros actos y sirviendo de guía a todos los que se acercan a nosotros.

Si en tu interior hay luz y dejas abiertas las ventanas de tu alma, por medio de la alegría, todos los que pasan por la calle en tinieblas, serán iluminados por tu luz.

Trabajo es sinónimo de nobleza.

No desprecies el trabajo que te toca realizar en la vida.

El trabajo ennoblece a aquellos que lo realizan con entusiasmo y amor.
No existen trabajos humildes.

Sólo se distinguen por ser bien o mal realizados.

Da valor a tu trabajo, cumpliéndolo con amor y cariño y así te valorarás a ti mismo.

Dios nos ha creado para realizar un sueño.

Vivamos por él, intentemos alcanzarlo.

Pongamos la vida en ello y si nos damos cuenta que no podemos, quizás entonces necesitemos hacer un alto en el camino y experimentar un cambio radical en nuestras vidas.

Así, con otro aspecto, con otras posibilidades y con la gracia de Dios, lo haremos.

No te des por vencido, piensa que si Dios te ha dado la vida, es porque sabe que tú puedes con ella.

El éxito en la vida no se mide por lo que has logrado, sino por los obstáculos que has tenido que enfrentar en el camino.

Tú y sólo tú escoges la manera en que vas a afectar el corazón de otros y esas decisiones son de lo que se trata la vida.

“Que este día sea el mejor de tu vida".


MAHATMA GHANDI

* Enviado por Luna Mirta/MirtaLuna-Argentina

sexta-feira, 23 de julho de 2010

POESIA: IRENE MARKS



Foto; Gagnaire, Surrealismo

Irene Marks, argentina, porteña, 1953.En 1974 recibió una Mención en el concurso realizado por la Municipalidad de la Matanza por su libro Búsqueda del Grito
Libros publicados: Presencias, 1982. La Hermandad Galáctica, 1984.Ambas en el género poesía. Ha colaborado en diversas revistas y participado en la revista Empresa Poética y El Cañón Oxidado. Ha publicado dos plaquetas en la serie Ediciones del Sr.Quq, editada por el poeta Horacio Laitano. Dos de sus cuentos Burbuja Resonante y Burbuja Solitaria han sido finalistas en el concurso organizado por la Editorial de los Cuatro Vientos.Ha publicado narrativa y poesía en antologías de Editorial de los Cuatro Vientos y Andrónico.

Libros inéditos:
Cuentos: Burbujas del Sol. Poesía: Origen y El Séptimo Mar


PRESENCIAS
Puedo cantar, frío en París,
luna cortante,
lánguida nostalgia del presente
Mi corazón es un loco de Tarot
y el agua crece, viejo Sena,
mientras aquí sueño con Buenos Aires
y no volver jamás
y sí volver...
El alma se me extiende
junto a mi Petit Pierrot
que es como decir:
Kerouac medita
en lo alto de la montaña
Y su muerte es la de John Lennon
Porque ahora pienso
Kerouac piensa
John Lennon canta
las luces de París
se encienden locas de amor
por los que abriendo el tiempo,
permanecen









MUROS
Una selva
y un templo derruido donde habitan los monos
y en el templo una estatua gigantesca
con los ojos abiertos

Una calle
ventanas que custodian lo mundos separados
Detrás de esa pared alguien está muriendo
y de este lado
un hombre una mujer hacen el amor

La tierra se ha cubierto de cemento
y el canto de las aves suena como metales
en los cuartos vacíos
verticales
desnudos
después de la explosión



MIRADA
Pozo de corazones
derretidos en luna
llamando
Diluvio tan confuso
Murciélagos levantan
la piel de las estrellas
...y por detrás el río
el agua turbia
de las calles antiguas
besadas en secreto

VIAJE
En tus remos de sangre
la dulzura la muerte la alegría
todo el alcohol perdido

Y el mar está tan cerca!
(Los poemas anteriores pertenecen a Presencias, 1982)






RETORNO

Recortar la amapola del silencio
Y abrirla hasta las lágrimas
. . . . . .

Líquido túnel...

Hay que nadar despacio
Un levísimo roce puede matar a los animales
de piel cálida que brillan suavemente

Hay que bajar la voz en cada canto
Un grito haría caer las altas flores que
Ondean en las paredes de la caverna clara

Tan difusa la luz
que sabe a sueños
a visiones remotas
olvidadas
en umbrales nocturnos

Acaso haya un retorno desde los ojos ciegos
Un atajo sencillo que no se desvanezca
arrojando el amor a las aguas en llamas...

Acaso...












SOL
A Marco Aurelio Marks

Nacido de la tarde,
Ola de Fuego,
rumorosas espigas te saludan,
Oh Amarillo,
Padre Sol,
Oro de los Crepúsculos,
Jamás aprisionado en los arcones,
Difuso y sin metal.

Háblanos siempre,
grita
tu silencioso don
que atrae el canto
que convoca a las aves y a la risa
que desnuda las cumbres y los valles.

Padre Sol,
Granero de la Vida,
ah no descanses nunca.
Hay tanta pena turbia que no olvida.
Tanta ciénaga inmóvil.

Ven por las aguas, por el viento o las hojas
Ven por la Calle de la Ciudad Que Llora
Ven por los Bosques Que Velan A Sus Muertos
Ven por la Ruta de Todos los Dolores
incendiando semblantes cruzados por tinieblas

Ah deténte en el Cielo de los Débiles
En la Estación De Trenes Olvidados,
Tiende allí tus brazos luminosos
y sonríe,
Oh Protector del Aire,
Padre Sol Benevolente





LA LLANURA SECRETA

Canta la gran llanura
cubierta por la nieve
humea
su eterno desafío

allí donde no llega
el ladrido de los perros de caza
Solamente
el sonido
de infinitas cadenas
refregadas
al unísono
contra los barrotes
de las jaulas-cemento
de las jaulas-fábricas
de las jaulas-minutos robados a los ojos
Por una flor
que ha de nacer
despacio
bajo la nieve,
canta
la gran llanura
humea
su secreto de vida

Cuando lleguen los niños de mañana
la flor habrá crecido
Y el cielo estará claro
en el sendero abierto
entre las jaulas rotas









ERA DE PAZ

Marchitos
caerán los relojes.
Un sol de fuego blanco
despacio cantará
sobre la seda abierta
de las aves.
Magnética la luz.
Sin nombres irán los reinos
antiguamente ocultos. .
Y el corazón abierto de la selva
tendrá color de lluvia.

Cuerpos celestes
volarán por el aire
como anchos sombreros mejicanos
en celebración de fiesta
Y habrá una danza
entera y amarilla
de panes liberados.

Nadie caminará por las calles
de la prisión antigua
donde
alguna vez
entraron y salieron
los hombres
por puertas giratorias
con maletas de plástico.
(Los poemas anteriores pertenecen a La Hermandad Galáctica)








Para Mike, ángel verdadero

El corazón desnudo de la noche
circundaba la luz donde nacías,
Vida Blanca,
camino de dulzura recurrente.
“Puedes andar”, dijo la mujer de la noche,
“abrirte al sol de las mil sendas,
conocer cada vía
para olvidarla luego”.
“Saberes no acumules ni cosas
ni te aferres
a aquéllos que comparten
tus sucesivas rutas...
Sólo habrá un compañero permanente,
lo has conocido antes.
Su luz es amarilla y canta duendes
Hallarlo no te será tan fácil.
Pero será su fin el mismo fin que el tuyo
Y en su principio habló tu misma lengua,
ésa que no recuerdas.
Que tu sencillez lo instruya
Que tu sencillez lo instruya
Porque tu zona brillante y su luz
se contraponen y completan...
Y serán casa el uno para el otro,
ya que habrán de desplazarse
sin cesar
con la fiebre peregrina del nómade,
extendiendo su amor a todo lo viviente
cuando la muerte quema las venas lastimadas de la Tierra
(Ediciones del Sr. Quq, 1988)

En tu barca
A Marco Aurelio
Porque se van las aguas
y con ellas los rostros las sonrisas
eh padre cómo va la barca.
Aquí la costa lanza las señales del Sol
para que te iluminen.
No apresures los remos- muéstrame tu sonrisa.
Es todo el tiempo el que besa tu frente
eh padre cómo va la barca
Cuando cantan las ondas o se mueven
o permanecen quietas
mi voz está en tu voz,
tu barca es la de todos los viajeros
que conocen la magia de los duendes.
Suenan las campanillas del enano del cuento:
eh padre cómo va la barca
“La verdad es amarilla”
A Carlos Giovanola
Partió el viajero de la lejanía
No sostuve su mano. No pronuncié el adiós junto a su almohada.
Pero con él anduve los caminos cantando.
Comí cebolla y pan
Y vi surgir dibujos de su pluma.
En la noche sus dedos de gitano
levantaron la carpa
Las estrellas crecían desmesuradamente
en la alta montaña
Y quisiera saber por qué fue entonces la roca del milagro
Viajero siempre partes
Este viaje dura una eternidad

(2005, Ediciones del Sr.Quq, plaqueta)