quinta-feira, 18 de novembro de 2010

MOMENTO DOCENTE: LECTURA, DE ALEJANDRO DREWES (ARGENTINA)*




ALEJANDRO DREWES (ARGENTINA)



LECTURA


“Un día enjugaré todas tus lágrimas “
Apocalípsis 27.3-4

Hoy en el instante
vuelto noche en el espejo
celeste de los días
sucedidos, este asalto
furtivo de sombras amadas
un discurso sin otras
excusas, un disparo
en la frente de otro

un enmudecido testigo
para un juicio del mundo
en ausencia, rodante bola
bajo el viento infinito
de las constelaciones.



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Hoy cuando África arde
como una pavesa
bajo la mala conciencia
burguesa y la futura
jornada en que todos
los muertos acusen



de Gaza hasta Bosnia
y a los muertos señalen
que fuimos en vida.
Hoy o mañana, cuando el tiempo
haya sido y acabada la fiesta
de los hunos y los otros
con todos los cristales
del alma rotos, el desfile
de hienas frente al ojo
inútil de las cámaras,


77



en este hoy el poema
como un grito que retumba
por amplios desiertos
en este irrepetible hoy
que huye como un gamo
corriendo extraviado
en el sueño por los bosques
de algún remoto Paraíso




*ALEJANDRO DREWES: nacido en la década del sesenta, en Argentina. Su producción lírica tiene como marco su idioma. És traductor de poesía en catalán, inglés, alemán, suceco, danés. Hace estudios de historia y epistemología de las ciencias, como docente universitario e investigador. Publica en 2007: UVAS DEL PARAISO, saga de un viaje hacia la interioridad del exilio. Hombre de su éoca, ha volcado esfuerzos considerables a abrir paso a la poesía esencial y jerarquizada en Internet.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

MOMENTO DISCENTE: - ME AJUDE A OLHAR- APRENDER A APRENDER-, RIO DAS OSTRAS-BRASIL)

*Este trabalho é dedicado a EDUARDO GALEANO (Uruguai), tendo por base o seu texto: A FUNÇÃO DA ARTE/1



Foto: Os Aprendizes do Aprender... Tendo o Conhecimento como Meio Ambiente e Patrimônio da Humanidade.



Foto: A Escrita e a Leitura na areia da Praia do Centro, de Rio das Ostras-RJ (Brasil)

Fotos: Produção dos Alunos da Turma 1008/2010- Em aula de Língua Portuguesa/Literatura,da Profª. Vanda Salles (Brasil).


" Da Arte, a voz nos empresta o tom, e a alegria enlaça a vida...

Aprendizes do Aprender... É todo o nosso prazer!"


Vanda Lúcia da Costa Salles

MOMENTO DISCENTE: VOCÊ , JESSICA CORDOEIRA (BRASIL)




Foto: Carrington



VOCÊ


Você é algo indefinido
assim como um zumbido
Você é algo bom
assim como um som

Você é algo gostoso
assim como um vinho licoroso
Você é algo fértil
assim como uma pessoa profícua

Você sabe o que quer
também sabe iludir uma mulher
Você tem algo a mais
És um lindo rapaz!

Você tem maravilhoso físico
talvez, é por isso que és tão cínico
Você é realmente muito doce
Mas também se não fosse?
Você tem sabor
Por isso és meu amor!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

POESIA: VITÓRIA, VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)*




Foto: A escritora e poeta Vanda Lúcia da Costa Salles(Brasil) passeando nos jardins de Bueno Aires (Foto: Acervo do T.A.A.R.)


VITÓRIA


Vanda Lúcia da Costa Salles (Brasil)



Apesar de você
a luz no espaço se propaga e expande-se cor e som e
renovada luz
de Vitória efetiva caindo água viva em mim,
em nós,
nos artistas contemporâneos que colaboram e confraternizam
espaços
E quase tudo e todos agem, fazem
com que a Esperança brote e sobreviva
apesar de teus pés e mãos caluniosas, omissas, mas rapináceas
tentar espoliar
a arte
da Arte que atravessa o nosso peito
tão fervorosa e eterniza
nun golpe só,
esse instante... E enleva,
eleva,
com vigor e visgo,
o nosso Sonho cada vez mais longe...



E você,
como é que fica?


Sem figa,
amadurece,
irmão!


A vida é muito mais... Que o teu olho de Hidra!

sábado, 6 de novembro de 2010

ENSAIO: LOUCURA: QUEM PODE SER NORMAL? - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)



Foto: Vanda Lúcia da Costa Salles (Brasil) e sua pintura, acervo de Argílio (Argentina)




1- LOUCURA: QUEM PODE SER NORMAL?


" Minha alma de sonhar
anda perdida (...)

Passo no mundo,
meu amor,
a ler,
no misterioso livro
do teu ser
a mesma história
tantas vezes lida (...)"

( Florbela Espanca, apud Fagner, 1981)



É sabido que o preconceito, a arrogância e a insensibilidade em aceitar as diferenças são os traços marcantes na história dos povos e dos homens. Haja vista na história da humanidade a indefessa batalha travada pela significação humana, a qual diz respeito a todo percurso de vida do ser humano e da brutalidade na interdição de sua verdade e/ou de uma verdade: a violência na luta pela conquista do espaço e do controle da formação, informação e do conhecimento dos homens. Compreende-se, assim, que " a luta do homem contra o poder é a luta da memória contra o esquecimento." (KUNDERA, 1993, p.7).
A memória funda o lugar do humano na busca do sentido. Isto posto, pensar em situar " loucura" ou quem pode ser "normal" em sociedade, há que se refletir nas inconvenientes, mas alarmantes, questões agudizadoras do patológico no social:

a) Quem tem autoridade para estabelecer a quem pertence este mundo que todos constroem, na vida e com suas vidas?

b) Que lugar reserva-se ao pobre, ao mendigo, ao analfabeto ( principalmente os acima de 30 anos, problema deixado de lado no país), ao homossexual, ao adolescente, ao negro ( de cujas crianças 59% são analfabetas), aos idosos ( que já são 20% da população no Brasil), ao indígena, ao doente, à criança ( que perfazem mais de 18 milhões de vítimas da violência doméstica), à mulher, ao portador especial ( físico ou mental)?

c)Que razão existe para que alguém seja de antemão descartado, isolado, oprimido, negado na potencialidade de sua existência?


Ao procurar compreender as indagações que permeiam a vida e, com certeza, é direito de todos para um perfeito discernimento das idéias, preciso se faz buscar a produção do desejo e de seus simulacros ( engendrados por uma minoria com o objetivo definido de silenciar o discurso de uma maioria. Aquela, portadora dos bens materiais e espirituais; esta, impedida de conquistá-los), até porque remete à dignidade humana e ao sentido que o corpo e a alma possuem na socieade burguesa. Aqueles, construtores e balizadores da evolução desta. Pode-se afirma esta premissa quando lê-se que no entendimento do SABER X PODER " é preciso rever as estratégias de normalização do corpo e da vida que estão bem no centro do projeto político de dominação burguesa." (FOUCAULT, apud CHAVES, s/d, p.57)
Impedir o homem de sentir e de se pensar enquanto corpo e alma para com criatividade construir sua humanidade (condição plena de saúde mental e social) e formular sua ética, orientadora de sua estética, faz parte da estratégia do poder. Assim como a difusão e manutenção de uma ideologia dominante, cooptadora das energias vitais do ser, que ao silenciá-lo em sua linguagem corporal sufoca seu projeto existencial, alienando-o, desviando-o de sua arte real: ser de transformação e transformacional - instaurador da sociedade.
O projeto político de dominação burguesa, cada vez mais, tende a marginalizar o homem de sua linguagem primordial: corpo e alma - definidores de sua leitura e escrita singular, negando-lhe o direito e a liberdade de se apropriar dos conteúdos sociais, de confirmar no cotidiano sua cidadania e conquistar a sua alteridade.
Por mais absurdo que possa parecer, na produção das ideias existem erros difundidos com a intenção de que em essência o indesejável não se faça presente e a cidadania política questionadora do sistema como tal se torne inoperante. Esclarece SANTOS: " a questão do corpo humano não é algo secundário como poderia parecer a uma mentalidade racionalista. O sentido do corpo está relacionado com a liberdade, com a consciência, com a atitude do homem em geral." ( SANTOS, 1974, p.13).
A norma justifica, assim, a escravidão na natureza humana. Logo, faz necessário interditá-lo de dar e ser sentido em seu nonsense. De obrar e falar, através de Eros dos outros e aos outros homens que não existe " loucura" e nem " normalidade" absolutas. Existem ideias, erros epistemológicos e estereótipos culturais porque criados em socieade impedem o homem natural de se reconhecer no social, despoetizado que estar pela homogeneidade e injustiça do poder e saberes exacerbados. Totalitários.
Essa atitude cultural anti-natural que se quer "divina" preocupa-se em "justificar" um sistema que se recusa a reconhecer sua decadência social (DEMO, 1998, p.25) porque excludente em sua base. Esta noção se quer esqucida, não só fora da memória quanto da totalização do ser, como afirma VIDOR: " o ser natural não se identifica oa social porque o segundo deriva do primeiro" (VIDOR, 1996, P.68), e justifica:

" A mente usa o corpo todo para se expor e, portanto, toda e qualquer parte
sua é sede de uma ação de inteligência; mas, enquanto a consciência não
refletir a mensagem proposta pela ação inteligente da mente, ela impede o
corpo de evidenciar a sabedoria da mente e, consequentemente, o altera.
A alteração biológica tem origem num erro epistemológico."

(op. cit. p.p. 68, 69)


Buscar a saúde mental e social será fazer falar o corpo reprimido, despertar a sua espontaneidade, o seu fulgor. A sabedoria desse corpo, a essência do mais humano no ser que será a politização da ideias pela clarificação de sua palavra, esse toque magistral, misterioso e profundo. Fulcro de sua linguagem plena, desmitificada. Poetizada na ação da mudança da imagétic corporal, do social. Portanto, é preciso sair do lugar-comum, reconstruir o conhecimento deixando fluir o saber do universo da imagética mental do profundo de si. Fugir da retórica insignificante e tendenciosa para compreensão do modelo social de saúde hoje, o qual, colocando em jogo a inteligência e a curiosidade, baniu do estatudo da norma a imaginação, o sonho, a alegria, a beleza natural e singular como forma de descaracterização da vida, da diferença e da crítica, principalmente, a social.
Polêmicas são as ideias, ou estariam sendo, propositalmente, "enloquecidas", para que o humano do homem não se reconheça em sua especificidade unificadora - ser de linguagem e na linguagem - porque de diálogo, de relações e revelação. Mas também com fulcro nas relações significativas e pluralistas. (...)


( In: DIVERSIDADES E LOUCURAS EM OBRAS DE ARTE: Um Estudo Em ARTETERAPIA. Vanda Lúcia da Costa Salles,RJ: Agora da Ilha, 2002, p.p. 11,12,13,14 e 15 )

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

HOMENAGEM: ROSEMIRIA DA SILVA DAMASCENO (BRASIL)*



Foto: Rosemiria da Silva Damasceno com poetas, no Espaço Cultural Carlos Mônaco (Niterói)




ROSEMIRIA DA SILVA DAMASCENO (BRASIL)



CANTIGA PARA MARIA SANTANA

À Maria Santana da Silva ( in memoriam)

As lágrimas que eu chorei
Não foram de flores,
O ninho que eu fiz,
Não nasceram passarinhos
O rio de lágrimas
É para afogar as mágoas que ficaram...

Assim cantava você:
Me chamo Maria Santana
Moro lá no meu sertão
Lavo roupa na cachoeira
Estendo roupa na corda,
E canto a minha canção...

De noite eu vejo a Lua
Vejo o céu e vejo as estrelas
As crianças brincam de rodas
Na noite de Lua Cheia.


Eu queria ser a Lua
Para iluminar o mundo inteiro
De manhã renascer o dia
Com o canto do sabiá...


*DAMASCENO, Rosemiria da Silva: Poeta e artesã brasileira. Nasceu no dia 19 de fevereiro de 1970, no Jardim Alcântara - São Gonçalo, no Rio de Janeiro. Possui inéditas inúmeras poesias, seu sonho maior é publicar o seu primeiro livro de poesia.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

ATENÇÃO!!!! SELECIONADOS PARA A 1ª ANTOLOGIA DO MUSEU PÓS-MODERNO DE EDUCAÇÃO...




Foto: Capa da 1ª Antologia do ENLACE-MPME:MUSEU PÓS-MODERNO DE EDUCAÇÃO ( contribuição de Silvia Aida Catalán, sobre pintura de Vanda Lúcia da Costa Salles).


SELECIONADOS:

1- NATANAEL GOMES DE OLIVEIRA (Poesia)-
2- PATRICK GONÇALVES GUERREIRO(Poesia)-
3- JOYCE MARIA RODRIGUES LAURINDO (Poesia)-
4- GABRIELA COSTA (Poesia)-
5- ISABELLA PEREIRA DE CARVALHO (Poesia)
6- PATRICK LUIZ NOGUEIRA (Poesia)-
7- STEFANY CIOLFI DE SOUZA (Poesia)-
8- FELIPE RODRIGUES ARAUJO (Conto)-
9- THAYANNE ROCHA (contos)-
10- JOSIANE GOMES DE SOUZA (conto)-
11- PAULO CESAR DA SILVA FILHO (conto)-
12- FRANCYELE ANDRADE DA CRUZ (conto)-
13- AMANDA S. MOURA (conto)-
14- HUDSON OLIVEIRA (conto)-
15- PATRICK NASCIMENTO DA SILVA (conto)-
16- RAYANE BATISTA MENEZES PINTO (conto)-
17- CHRISLANY MACHADO CASAGRANDE (conto)-
18- ANA LUIZA DOS S. BENJAMIM (conto)-
19- DJENNEFER COSTA GOMES (conto)-
20- NÍCOLA TAVARES (conto)-
21- JÉSSICA CORDOEIRA (conto)-
22- WLADIANE NOBRE ROCHA (conto)-
23- CAROLINE PIMENTEL DIONIZIO (conto)-
24- RAFAELA FERREIRA DA SILVA (conto)-
25- MIRIAM LEITE PEREIRA (conto)-
26- ROSENI LIMA PINHEIRO (conto)-
27- MATHEUS DE OLIVEIRA (conto)-
28- VANESSA BATISTA MOTA (conto)-
29- TATIANE GARCIA LUCINDO (conto)-
30- EMANUELE NUNES (conto)-
31- WILLER MIRANDA (conto)-
32- DOUGLAS (conto)-
33- MARCELA OLIVEIRA FERREIRA (conto)-
34- LUCAS GOMES (conto)-
35- LAISA DA SILVA (conto)-
36- WALACY SEBASTIÃO (conto)-
37- JOÃO PEDRO GARCIA FERRI (conto)-
38- GABRIEL DA SILVA NEVES (conto)-

POETAS,ESCRITORES, PROFESSORES COLABORADORES:


1- ALEXANDRE DE CASTRO (poesia)- Portugal
2- ALBINO DE MATOS (trad. poesia de Alda Merini)- Portugal
3- ANTÓNIO GONÇALVES (poesia)- Angola/Cuba
4- VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (poesia)- Brasil
5- JORGE HENRIQUE BASTOS (poesia)-Brasil
6- LA MAYOR (poesia)-Argentina
7- SILVIA AIDA CATALÁN (poesia)-Argentina
8- ALEJANDRO DREWES (poesia)-Argentina
9- MARIA ACHINA (poesia)-Argentina
10- ORLANDO PICHARDO (poesia)- Venezuela
11- JUAN EMMANUEL PONCE DE LEÓN- Argentina
12- HUGO CHAMORRO (poesia/cantiga)-Argentina
13- GRACIELA LICCIARDI (poesia)-Argentina
14- CARLOS FIGUEROA (poesia)-Argentina
15- JOSE MANUEL PALET (poesia)- Argentina
16- DIEGO CARLOS GALLO (poesia)-Argentina
17- DANIEL BROGIN (poesia)-Argentina
18- MARIA EUGENIA CASEIROS (conto)- Cuba/E.U.A.
19- MARIA JOSÉ LIMEIRA (conto-tradução)-Brasil
20- SALVADOR VERZI (conto)-Argentina/Itália
21- OSVALDO MARTÍNEZ (conto)- Argentina
22- RITA GALIASSO (conto)-Argentina
23- HILDA INTERIANO DE PAYÉS (conto folclórico)- Honduras
24- ROSEMIRIA DA SILVA DAMASCENO (poesia) - Brasil

* LANÇAMENTO PROVÁVEL EM MARÇO/2011, NO 1º ENCONTRO DE POETAS, NARRADORES E PROFESSORES DO ENLACE-MPME, NO RIO DE JANEIRO-BRASIL, COM PRESENÇAS JÁ CONFIRMADAS...AS QUAIS, DESDE AGORA, AGRADECEMOS DO PROFUNDO DO CORAÇÃO.

** TODOS OS TRABALHOS DOS ESCRITORES COLABORADORES FORAM ESTUDADOS PELOS ESTUDANTES EM OFICINAS BIOECOLINGUÍSTICAS.