sábado, 11 de setembro de 2010

HOMENAGEM: SÓNIA SULTUANE- MOÇAMBIQUE*




Foto: Bandeira de Moçambique




NA LUTA PELA IRRADICAÇÃO DA MALÁRIA !!!







Foto: Capa- Lançamento de Sónia Sultuane: NO COLO DA LUA


Na última morada vazia



Eu vi

os olhos estilhaçados

a boca amordaçada pelas palavras sufocadas,

as mãos bordadas com o arame farpado de sofrimento,

a alma esquartejada

pela dor que Lhe corria nas veias,

vi-a obrigada pelas pulmões a aspirar

0 sangue chorando,

dilatando as pálpebras e a cara

de tanto cansaço desnorteado,

deixando ver como um espelho

a destruição do seu Ser,

o corpo cambaleando seguindo somente 0 instinto,

eu ouvi

o coração chorar,

na última morada vazia,

eu a vi beijar 0 chão da solidão

jogar a flor da esperança derradeira

sem poderes divinos

para aliviar essa alma torturada

eu vi

uma mãe chorar a morte do seu filho.

menino...






AFRICANA


Dizes que me querias sentir africana
dizes e pensas que não o sou,
só porque n~]ao uso capulana,
porque não falo changana.
Porque não uso missiri nem missangas,
deixa-me rir...
Mas quem é que te disse?!
Só porque ando de " Lewis, Gucci ou Diesel",
não o sou... será?
Será que o meu sentir passa pela indumentária?
Ou o que o serei
pelo sangue que me corre nas veias,
negro, árabe, indiano,
essa mistura exótica,
que me faz filha de um continente em tantos,
onde todos se misturam,
e que me trazem esta profundidade,
mais forte que a indumentária ou a fala,
e sabes porquê?
Porque visto, falo, respiro, sinto e cheiro a
Àfrica
afinal o que é que tu saberás?
O que é que tu
sabes?
Deixa-me rir... Deixa-me rir...

http://www.camozambique.org/news/00024.html


*SÓNIA SULTUANE:Renomada Poeta e Artista Plástica Nasceu no dia 4 de Março de 1971, em Maputo (Moçambique.No Colo da Lua é o seu novo livro de poesia.

LANÇAMENTO: GERALDO CARNEIRO (BRASIL)- CONVIDA-SE



Foto: Bandeira do Brasil




VAMOS PRESTIGIAR O POETA BRASILEIRO GERALDO CARNEIRO: A POESIA AGRADECE!








Foto: Geraldo Carneiro (Brasil)-convite








ABAIXO A REALIDADE

Poemas Reunidos
No próximo dia 15, acontece na Livraria Argumento do Leblon o lançamento e sessão de autógrafos do livro Poemas Reunidos, de Geraldo Carneiro. Na ocasião serão exibidos os filmes "Miragem em abismo", de Eryk Rocha, e "Rascunhos do tempo", de Jorge Brennand, sobre a poesia e os poemas do livro.
15/09 a partir das 19:00 Livraria Argumento, Leblon, Rio de Janeiro (Rua Dias Ferreira, 417)


www.geraldocarneiro.com
para contato@geraldocarneiro.com

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

HOMENAGEM: KAREN ROSENTRETER (CHILE)*- COMO UNA BUENA SOPA



Foto; Bandeira do Chile


Foto: Colagem, de Karen Rosentreter Villarroel (Chile)


COMO UNA BUENA SOPA

KAREN ROSENTRETER VILLARROEL (CHILE)


No hay nada como una buena sopa en un día de invierno,
Y no hay nada como ver el atardecer
Con los labios mojados
De palabras que ansían
Un eco en otro lugar
Que su propio paladar no sea.


No hay nada como una ráfaga de pesimismo
Que envuelve y acaricia de vez en cuando
Ya basta de acostumbrarse al buen despertar
Y al tener más de una razón porqué ser feliz,
Reclama la mala suerte a las ansias de control y convicción.


No hay nada como una de esas buenas noticias tristes
En un buen día con aires de mal parido y sin gracia
Adornado de colores opacos
Faltantes de transparencia, de diafanidad


No hay nada como una buena desesperación
Actuada con descontrol, rabia y sin reparo
En el momento inesperado que no conoces
Que no esperas, que no te atreves a invocar
Pero llega, como ladrón que toca tu timbre

Y lo haces pasar, absurdo y sin reparos
Se sienta en tu sofá y come de tu mesa
Toma sopa caliente en pleno verano,
Toma sopa helada en un clima frío.


Y sírvela en loza fina
Procura, con agujeros profundos,
Mira tu plato, hace frío
Y aquí no hay sopa.



De "Entre Arboles & Niebla" / Prosa & Poesía
Serie "Incunables". Un proyecto del Centro de Investigaciones Poéticas Grupo Casa Azul
Valparaíso, Chile, 2009




COMO UMA BOA SOPA


KAREN ROSENTRETER VILLARROEL (Chile)

Tradução: Vanda Lúcia da Costa Salles (Brasil)


Não há nada como uma boa sopa em um dia de inverno,
E não há nada como ver o entardecer
Com os lábios molhados
De palavras que anseiam
Um eco em outro lugar
Que não seja o seu próprio paladar.


Não há nada como uma explosão de pessimismo
Que envolve e acaricia de vez em quando
Já basta de se acostumar ao bom despertar
E ao não ter mais de uma razão que ser feliz,
Reclama a má sorte aos desejos de controle e convicção.


Não há nada como um dessas boas notícias tristes
Em um dia bom com afetações de mal parido e sem graça
Adornado de cores opacas
Sem transparência, diafaneidade



Não há nada como uma boa desesperação
Agido com descontrole, raiva e sem conserto
No momento inesperado que você não sabe
Que não espera, que não ouse invocar


Mas chega como ladrão que toca tua campainha
E o fazes passar, absurdo e sem consertos
se senta em seu sofá e come de tua mesa
Toma sopa quente em pleno verão,
Toma sopa fria em um clima frio.


E serve-a em louça fina
Procura com agulhas profundas,
Olha para seu prato, faz frio
E aqui não há nenhuma sopa.






*Karen Rosentreter Villarroel, Nace en Valparaíso, Chile, el 30 de octubre de 1985. Profesora de Artes Visuales, licenciada en educación de la Universidad de Playa Ancha. En conjunto con la pedagogía, se desempeña como artista plástica realizando diversas exposiciones de pintura dentro de la región de Valparaíso. Desde febrero de 2008 a la fecha, forma parte del Centro de Investigaciones Poéticas Grupo Casa Azul, desarrollándose en la escritura de poemas y cuentos, realizando además, lecturas audiovisuales, en las que armoniza en su trabajo lo literario con lo visual, acompañada de música en vivo.


* * Un saludo poético para ti de parte de Casa Azul Valparaíso Chile

karenrosentreter.blogspot.com
grupocasaazul.blogspot.com
maniatica-bipolar.artelista.com

casaazulrancagua@gmail.com
http://www.pensamientoexperimental.com
http://www.facebook.com/people/Casa-Azul-Sede-Rancagua/100000175884143

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

POESIA: CARTÃO POSTAL DA PRIMAVERA DOS POETAS - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)




Foto: CARRUAGEM DE FOGO – Óleo s/tela –, Vanda Lúcia da Costa Salles (Brasil)




CARTÃO POSTAL DA PRIMAVERA DOS POETAS



No cair da noite fria... Toca-nos
Elevada postura, esta
que aplaca a ira dos deuses e amantes
e enternece o sonho
que retoma
a carruagem de fogo que nos abriga
das intempéries desse caos pós-moderno
e gesta um quê
de repentino movimento lânguido prazer
no amarelo do misterioso girassol
que enfeita teu cabelo de sereia
na aguosa sensação de ouvir estrelas,
sempre...


A poesia cantará em nossas bocas
a prosa que a vida serpenteia e
quem sabe possamos acendê-la
como fogueira,
em noite de São João.
E se um mendigo estender a esfarrapada mão,
possamos no maremoto das trincheiras
empunhar alguns poemas translúcidos de desejos
E sacudir a névoa de cada olho que espreita,
para mais tarde denegrir
( só por despeito)
a pétala que surgia em desalinho de ternura... Na diferença das mãos que exalavam!


Sim! Um Poema é a vida em plenitude!





CARTE POSTALE DU PRINTEMPS DES POÈTES



Dans tomber de la nuit froide... Nous joue
Attitude élevée, ce,
qu'il apaise la colère des dieux et amants
et il touche le rêve
qu'il reprend
la voiture du feu qui nous abrite
du mauvais temps de ce chaos postmoderne
et gesta un quelque chose
de mouvement soudain plaisir languissant
dans le jaune du tournesol mystérieux
qu'il décore vos cheveux de la sirène
dans la sensation de l'aguosa d'entendre des étoiles,
toujours...


La poésie chantera dans nos bouches
la prose que la vie enroule et
qui sait peut l'allumer
comme feu de joie,
dans nuit de São João.
Un mendiant est été étendre la main déchirée,
laissez-nous pouvoir dans le seaquake des tranchées
saisir quelques poèmes translucides de désirs
Et secouer le brouillard de chaque oeil qui jette un coup d'oeil,
pour plus tard injurier
(seulement pour rancune)
le pétale qui a paru dans désordre de tendresse... Dans la différence des mains que les expiré!


Oui! Un Poème est la vie dans plénitude!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

CARTE POSTALE DU PRINTEMPS DES POÈTES



Foto:• Carte postale du Printemps des Poètes‏/Cartão postal da Primavera dos Poetas


Cette carte postale virtuelle vous a été envoyée depuis le site du "Printemps des Poètes (http://www.printempsdespoetes.com) par Raíssa Salles Souza

This virtual post card has been sent you since the site of the "Spring of the Poets (http://www.printempsdespoetes.com) by Raíssa Salles Souza
Este cartão postal virtual foi enviado do sitel da "Primavera dos Poetas (http://www.printempsdespoetes.com) por de Raíssa Salles Souza

Message :

Um Poema é a vida em plenitude!
Un Poème est la vie dans plénitude!
A Poem is the life in fullness!




• Carte postale du Printemps des Poètes‏
• Cartão postal da Primavera dos Poetas
• Postcard of the Spring of the Poets

sábado, 4 de setembro de 2010

CINEMA: CINE TV BRASIL* - IBERMEDIA: BOLIVIA






Nº: 36







Filmes da TV Brasil de 5 a 11 de setembro de 2010


Destaque

Cine Ibermedia
Bolívia


O filme Bolívia é a atração do Cine Ibermedia deste domingo (5), às 23h, na TV Brasil. Dirigido pelo cineasta uruguaio radicado na Argentina, Israel Adrián Caetano, o filme se passa na Argentina dos tempos de crise econômica e conta a história de Freddy, um imigrante boliviano, que deixa a esposa e três filhas na Bolívia e viaja para aquele país, na esperança de conseguir melhorar de vida.

Num pequeno restaurante de Buenos Aires, Freddy arruma emprego para trabalhar como cozinheiro. Ali, se envolve com outra imigrante, a paraguaia Rosa. A partir de pequenas situações do dia a dia, o filme mostra os diversos problemas do cotidiano urbano, como a xenofobia e a luta pela sobrevivência.

No ano do seu lançamento, o filme de Adrián Caetano recebeu o Prêmio da Crítica Jovem, no Festival de Cannes; o FIPRESCI para o diretor, pelo tratamento em uma das mais importantes questões sociais que enfrentam as sociedades urbanas, no London Film Festival; o Award espanhol Donostia-San Sebastián International Film Festival, entre outros.

Ano 2001. Gênero: Drama. Origem: Argentina. Idioma: espanhol. Direção e roteiro: Israel Adrián Caetano. Elenco: Freddy Flores, Rosa Sánchez, Oscar Bertea, Enrique Liporace, Marcelo Videla, Héctor Anglada, Alberto Mercado.

Não recomendado para menores de 18 anos


Horário: Domingo, às 23h

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

HOMENAGEM: JOÃO DE JESUS PAES LOUREIRO (BRASIL)- POESIAS*



Foto: Pássaros ( JohnGKeulemans)





CRIANÇAS ASSASSINADAS


JOÃO DE JESUS PAES LOUREIRO


O que faz mão
levantar uma arma
contra uma criança?
Cortar o fio
entre o real e o sonho
que equilibra no ar
uma criança?
O que faz a mão
trazer a morte
para quem traz a vida?


Deus,
porque não afasta esse cálice
de amargura
de teus próprios lábios?
e dos nossos, também?
Por que não abates essa mão
no caminho do crime?
Não podes mais, meu Deus,
manter esse descanso
que mereceste após a criação.
Acorda, Deus do amor,
reassume o caos do mundo
e tenta recriar a humanidade...





Melancolia
Quem
(diante do sol e dos luares,
do olho no olho do mar e do infinito,
dos equinócios, das guerras
dos decretos,
da floração noturna das estrelas,
das epopéias do progresso, das quimeras
que ardem na lareira do desejo,
da súbita epifania da encantaria
submersa na linguagem-rio)
quem há de perceber em mim
(grão de poeira
na infinitamente azul ampulheta de Deus)
este botão de amor tombando no poema
depois que o abandonaste no meu peito?


(IN: FUI EU )

* JOÃO DE JESUS P. LOUREIRO: nasceu em Abaetetuba, Pará, em 23 de junho de 1939. Doutor em Sociologia da Cultura e mestre em Teoria Literária e Semiologia, é secretário de Estado da Educação e professor do curso de mestrado em Teoria Literária do Centro de Letras da UFPA. Publicou, entre outros, Altar em chamas e Porantin, pela Editora Civilização Brasileira, Rio de Janeiro; Cantares Amazônicos e Pentacantos, Roswitha Kempf Editores, São Paulo.É um dos poetas mais importantes da literatura contemporânea brasileira. Recebeu o prêmio de Melhor Poesia da APCA - Associação Paulista de Críticos de Arte, foi finalista do Prêmio Jabuti e suas obras já foram publicadas na França, Alemanha, Japão, Itália, Estados Unidos, Colômbia e Portugal. Como pesquisador da Cultura Amazônica, percorre o mundo participando de conferências e eventos internacionais, como o Ano do Brasil na França.